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segunda-feira, agosto 07, 2006

VIP's

VIP é Very Important Person, que é como quem diz: Pessoa “Bués” de Importante. Ora, o homem do camião do lixo, que me recolhe o entulho e impede que se criem vermes e lesmas e moscas e varejeiras e baratas e bicharocos no meio da rua, é uma pessoa muito importante. Ou não? O canalizador também. Agora digam-nos se isto somos nós, ou a Cinha Jardim, o Cláudio Ramos e o Zé Castelo Branco são mesmo uns inúteis e não têm importância nenhuma?! É que NENHUMA! São três senhoras que parasitam o estado e a mente do cidadão “pouco importante” e que ninguém quer saber deles. Vá para não sermos muito rudes, não servem efectivamente para nada! (Quer dizer, acho que o Cláudio Ramos até deve limpar a casa e lavar a loiça; mas isso não me serve para nada) …Porque é que lhe chamam de VIP’s? Esperem, já que estamos em Portugal, falamos em português né? Mas porque é que lhe hão-de chamar de PMI’s (Pessoas Muito Importantes)? Se repararem os PMI’s normalmente no Verão aglomeram-se sempre onde estão outros PMI’s, tipo bares, discotecas e essas casas nocturnas assim de eventos musicais (não confundir com bares de alterne). Pode-se até designar que o local onde eles coabitam seja como uma zona de pasto (todos vão lá comer e beber para não fazer mais nada). Pensando bem, até acabam por ter a sua importância, que assim deu para nós termos um raciocínio decente, em vez daquelas porcarias que coiso… VIP VIP é o homem do lixo! Hah!
Arranhí Océrebroquandotavátirarummacaco
Arranhí Semquereracrostadamalçuadaferida

O Gapácio

Antes conhecido como Arjamolho (versão portuguesa do espanhol Gaspacho), o Gapácio foi dos maiores eventos de que há registo cá na zona (visto que era para entrar no Guiness como a maior sopa do mundo). O Arranhí Pacanherra não podia deixar de lá marcar presença e fomos encher o pandulho de borla, como, aliás, manda a tradição do bom algarvio (é costume os algarvios gostarem de comer, especialmente quando é à pála). E assim foi: no dia 3 de Agosto do ano da Graça do Senhor de 2006, lá estávamos nós a lambuzar-nos – não foi bem o lambuzar, foi mais o babar, porque a excessividade de azeite existente no preparado o obrigou –, com uma pinta do camandro. O Gapácio propriamente dito é um composto de água, pão, azeite, pimento, tomate, pepino e orégãos, normalmente ingerida no verão, e que se ingere – e aqui é que está a peculiaridade (porra, se soubessem como foi difícil dizer isto, até tivemos de confirmar no editor de texto do Word) da coisa – com a boca! Assim, podemos dizer com a boca cheia (de Gapácio), que se não fossemos nós não havia recorde batido para ninguém, já que, parecendo que não, nós os 4 ainda somos mais que três… à vontade! No final da noite foram 3 recordes batidos: o da maior sopa do mundo (7500 litros de puro Gapácio), o de mais refeições dadas em menor tempo (em menos de uma hora mais de 4000 refeições) e o de maior número de pessoas a reclamar que o Gapácio tinha azeite a mais. Deixamo-vos agora uma foto a comprovar que estivemos verdadeiramente lá. É de lamentar as figuras registadas, mas a comer um Gapácio tão gorduroso como aquele não se podia fazer milagres. AP

Era Uma Vez...

Longe vão os tempos em que as histórias infantis se baseavam em Capuchinhos Vermelhos e Cinderelas. Há pouco tempo, enquanto vasculhava umas tralhas antigas, dei por mim a folhear um livro (surpreendentemente de cariz infantil) no mínimo peculiar. O nome – Dilói, o limpa-chaminés – já diz muito, mas não diz tudo: ao abri-lo em três páginas ao acaso deparei-me com ilustrações um pouco agressivas aos olhos de crianças dos quatro aos dez anos. Após ter olhado com atenção, apenas uma interpretação me veio à cabeça: Dilói, o limpa-chaminés, é homossexual, pedófilo, ninfomaníaco, maníaco e agride crianças. Por palavras mais brejeiras, ele é o Bibi dos contos infantis (não querendo ofender o Sr. Dilói, claro)!
Senão vejamos: na primeira imagem que encontro vejo um senhor com os seus 50 anos, trajado de azul (de notar os remendos estrategicamente colocados nos joelhos e nos cotovelos), e com umas bonitas meias brancas às ricas vermelhas, envoltas por uns belos tamancos de madeira judaica de tom pinho-mel.
Primeira conclusão: é homossexual: quero acreditar que nenhum heterossexual vestiria aquilo em nenhuma ocasião (clara excepção para o Carnaval, em que vale tudo, menos vestir de gaja).
Continuando a analisar a imagem, deparo-me com esse mesmo senhor a agarrar vigorosamente numa criança. Devido à minha vasta experiência a ler lábios, vejo que, debaixo daquele bigode branco, saíam palavras do tipo: “Anda, menina! Vem aqui ao Ti Dilói, vem! Vames ali pa trás daquele sobrêro brincar ós papás e às mamãs! Vames, porra!”
Segunda conclusão: é pedófilo: não me parece que o interesse dele seria mesmo brincar aos papás e ás mamãs.
Passamos em seguida para a análise da segunda imagem. (Aviso que esta imagem pode ferir a susceptibilidade de algumas pessoas.) Aqui vê-se claramente que Dilói é um pulha da pior espécie, tendo pegado num ramo e dado umas valentes vergastadas na menina.
Terceira conclusão: é agressor de crianças: uma vergastada daquelas, dada com jeitinho, é capaz de doer.
Quarta conclusão: é Primavera: à direita da imagem notam-se umas belas papoilas que só costumam aparecer nessa época do ano.
Quinta conclusão: está vento: uma rabujada de vento deve ter levado a boina do senhor, que paira no ar.
Terceira imagem. Se achavam que as duas anteriores já eram demasiado chocantes para figurarem num livro infantil, preparem-se para opinar sobre esta. O Sr. Dilói está a praticar o acto sexual com um urso pardo em plena floresta e luz do dia. O urso parece alheio, mas é notável que está a fazer uma festinha no ombro do Dilói. Vê-se sangue, é certo, mas um bicho com as garras daquele tamanho não tem como não deixar marcas no frágil corpo do Sr. Dilói. Está demonstrando o carinho à maneira dele.
Sexta conclusão: é maníaco: por amor de Deus! Praticar o amor com um urso pardo não é, de todo, normal.
Sétima conclusão: é ninfomaníaco: para além da pouca-vergonhice com o urso, está a utilizar para o acto um pau na mão esquerda (em substituição do mítico chicote) e uma corda na mão direita (em substituição das lendárias algemas). Tendo em conta que é uma história passada em pleno século XIX, utilizar um pau e uma corda em pleno acto sexual era do mais puro avacalhanço e arrojo.
Depois de uma visita quase traumatizante pelas histórias infantis que se liam em plenos anos 90, resta-nos imaginar o que os nossos filhos e netos irão ler quando cá chegarem. Um conselho amigo: ainda não joguem fora as vossas histórias do Capuchinho Vermelho e da Cinderela, pois poderão vir a ser muito úteis.
Arranhí Ascostasefiqueicomgarronasunhas

domingo, agosto 06, 2006

O Super Socializador

Aqui estou eu, comendo um Corneto de chocolate (extra chocolate, são dos novos). Aproveito o momento de descontracção para desabafar convosco. Vou directo ao assunto... QUE RAIO SE PASSA COMIGO? É impressão minha ou de cada vez que saio de casa sou abordado por alguém que não conheço? Não percebo, a sério que não... mas não percebo mesmo! Passo a explicar: É como se fosse um íman para as coisas esquisitas aconteçerem (tão a ver aquelas pessoas que apesar da ínfima probabilidade de lhes cair um raio em cima [o que pode ser ligeiramente pouco agradável] já foram atingidas com a porra de três raios?) (falem de probabilidades com essas pessoas, é extremamente giro quando ficam subitamente nervosas). Exemplificando: Portimão, 9 horas da manhã, Zona Ribeirinha... um indivíduo aparentemente toxicodependente, desloca-se cerca de 100 metros (com aquela alegria e agilidade que um toxicodependente tem quando caminha 100 metros), entre jovens e adultos para me perguntar com aquele ar "coiso"... "Tens mortalhas?"
Sei que são perguntas normais, mas daí a insistir várias vezes... Será que tenho cara de drogado? Continuando: após um exasutivo dia de aulas aparece uma senhora aparentemente sexagenária e de baixa estatura (só me chegava ao mamilo... para terem a noção, mas prontos, eu tenho um 1,93m, quando em tumefacção)... Que me olha de cima a baixo cerca de 5 vezes e me pergunta: "És o Adérito?" (Adérito é um nome fictício, o meu nome real é "Asdrúbal"(nome fictício, com o medo de sofrer represálias), mas eles não me deixaram pôr, sobre ameaças de valentes vergastadas no lombo), ao que eu respondi: Não. Eu sou o Mário Soares e estou à espera do autocarro para ir para o trabalho (prontos, acho que exagerei, a senhora teve um acutilante ataque de riso e acabámos por ter que chamar a ambulância. Um beijinho e as melhoras Sra. Clotilde). ...Até um senhor de meia idade (aparentemente Italiano ou Grego, pelo que consegui decifrar) me veio pedir para desbloquear o seu telemóvel (um Nokia) (e o melhor, foi que o senhor agiu como se eu tivesse descoberto a cura para a SIDA)! Isto há coisas... E eu pergunto-me, porquê... eu? Será isto algum poder estranho ganho por acidente? Agora que penso nisso... quando era pequeno (pequenez relativa, porque eu sempre fui o maior das redondezas) degluti coisas muito estranhas (tipo detergentes e tudo o que apanhava até cerca dos 10 anos). Cheguei mesmo a apanhar uma mononucleose infecciosa (também conhecida como doença do beijo... mas mononucleose infecciosa parece que percebo mais disto) aos 6 meses, à pala disso. Talvez nesse período de experimentação química, alguma reacção de compostos me cedesse o poder de chamar a atenção das pessoas esquisitas... e eu, que não sei se deva agradecer ou repugnar tal dom... Olha! Se calhar sou um super-herói; o... Super Socializador, ou o Socializador Implacável... Pensando bem, acho que não. O mais provável é essas pessoas virem ter comigo por ser parecido a elas (sou parvo), por ter 2 metros (altura aproximada), ter um ar inofensivo e ter o costume de fazer macacadas em plena rua.
O melhor mesmo é esqueçer o assunto.

Arranhí Oescrotoquandoocoçavadesenfreadamente

sábado, agosto 05, 2006

Inculto eu?

Mesmo há coisa de 1 minuto atrás, vira-se uma rapariga e diz-me via messenger: "és tão inculto"... Mas só porque não tinha a certeza que o nome completo da Via do Infante é Via do Infante de Sagres! Não vêem que agora as auto-estradas também têm nome como aquelas famílias abastadas como por exemplo: António Guedes Moura de Lacerda ou Frederico Manuel Souto e Pinto, ou ainda Rodrigo Amaral Telles de Sá.. Há com cada coisa! Então e porquê Sagres? Expliquem-me lá isto já que a via rápida nem sequer chega a Sagres! Podia-se chamar plenamente Via do Infante de Lagos, ou melhor, Via do Infante da Mexilhoeira ou então Via do Infante de Odiáxere já que esta passa a poucos metros destas localidades. Mas se escolhéssemos um destes nomes será que a parte da via rápida a Sotavento não teria inveja? Assim talvez pudéssemos dar outro nome quando passássemos para a parte do Sotavento, tipo Via do Infante de S. Brás de Alportel. Assim toda a via rápida se sentisse mais feliz, não sei. E outra, então e se deixássemos o senhor Infante escolher o nome da via hein? É que tenho quase a certeza que nem pediram autorização ao senhor Henrique se poderiam utilizar o seu nome para uma via rápida! Acho que está mal! Olhe senhor D. Henrique, se fosse eu, ainda ia a tempo de processá-los a todos! Essa panóplia erudita de políticos impregnes no governo que só sabem meter nomes mal escolhidos a estradas nacionais! Pensando bem, para mim, acho que ficaria melhor era mesmo Via do Senhor Velejador Infante D. Henrique! Mas isto é apenas a minha opinião.. Pff inculto, eu? Anda cá anda sua .. sua.. inculta és tu pá!
Arranhí Semquereracrostadamalçuadaferida

Testemunho de Aníbal Militão

Para comemorar efusivamente as 124 horas de existência do (ainda) único meio de comunicação da (auto-intitulada) nova coqueluche dos apreciadores de humor (pelo menos a gente os 4) em Portugal, o grupo distintamente designado por Arranhí Pacanherra, ocorrerá uma ocasião única e extraordinária que é o postanço do testemunho de um indivíduo á antiga portuguesa. Ah granda Aníbal (Psssst! Olha, trata-se de um heterónimo).

“Quando eu era pequenino a vida era mais saudável. As crianças tinham uma infância. Podiam andar à pedrada e abrir a cabeça várias vezes. Nos tempos que correm, é impossível um petiz de 3 anos pegar num revólver d 5mm e ir à caça dos pardais. Já não se ensina nada de bom às crianças. Só lhes ensinam a olhar para os dois lados antes de atravessar a estrada e sempre na passadeira. No meu tempo é que era bom, que se atravessava a N125 aos pulos e os carros se quisessem que se desviassem. Bom, no outro dia, fui ao dentista, porque acho que dei cabo duns molares, tenho tido aqui umas dores horríveis, desde que andei à porrada com um cigano no outro dia. Tive que lhe dar umas dentadas no crânio (vejam lá, um gajo cheio de pressa, tava quase a começar o granda Benfica, e o c*brão não me deixou passar à frente dele na bicha do talho. Mesmo cigano). Ora, na sala de espera estava lá um puto, que, além de parecer um cão a ganir quando falava, tinha uma revista dos Morangos com Açúcar. Não me consegui conter. Obviamente, tive que lhe aplicar uns pontapés nas costelas enquanto proferia em voz alta vários Mandamentos da Lei do Macho: «Homem que é homem, não come mel! Mastiga a abelha! Ouvistes Maricas?». Agora, dão-se mimos demais aos putos. "Ai coitadinho" para aqui, "Ai coitadinho" para ali. Os putos ficam uns atados. Quando eu andava na pré-primária, lá no Brasil, tinha um colega que roubava as rodas dos carros em andamento. Ah, que belos tempos. Se fosse eu que mandasse aqui, qualquer recém-nascido era enviado para a academia militar aprender a manejar armas de destruição maciça. É por isso que este país não vai a lado nenhum. Porra.”

Mais tarde, quando foi pedida a sua opinião acerca dos Arranhí Pacanherra, Aníbal disse: "Arranhí Pacaterra? Qué isso?".

Obrigado. Um ganda beijinho e feliz Dia da Independência do Burkina Faso.
Arranhí Océrebroquandotavátirarummacaco

sexta-feira, agosto 04, 2006

Obrigáde

No dia 1 de Agosto às 9 horas, o Arranhí Pacanherra já registava na sua caixa negra 18 visitantes e 8 comentários. É de notar que, com apenas algumas horas de existência, fosse o blog mais requerido dos internautas (vá, é mentira, mas se a gente não dissesse toda a gente achava que era verdade, ou se calhar não). O que é facto é que, dezenas (de bués) de pessoas abdicaram do que estavam a fazer para perderem tempo com este humilde espaço, o que nos leva a pensar em duas hipóteses credíveis: ou essa gente não tinha, de facto, mesmo mais nada para fazer, ou então apreciaram deveras o nosso tão dedicadamente constituído trabalho.
Toda esta apoteose, por vossa parte, nos obriga a agradecer-vos solenemente, tanto pelo carinho demonstrado ao visitar o blog, como pela admiração que, pelos vistos, vêm em nós traduzida em comentários. Um sincero Obrigado de todos os Pacanherros ao respeitável público, e o desejo que todas estas visitas se multipliquem por números que não cabem numa máquina calculadora científica. Honestamente, tudo continuaremos a fazer para que vos possamos divertir das mais macabras maneiras.
AP

PS: E já sabem: a roupa da Floribella com a etiqueta é muito mais super hiper mega rifiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiixe!

quarta-feira, agosto 02, 2006

Ele Há Coisas...

Estava eu, repousando no seio do lar, bebendo o meu nesquik tonificante, quando me ocorre: "Oh pá, se calhar vou ali à rua ver se está a chover!". E tanto que no fim até fui. E, ele às vezes há coisas, que olha lá. Só não estava chover (em Agosto), como tinha sido presenteado com um belo quadradinho de papel fazendo publicidade ao "Prof. Mestre Turé". E tive oportunidade de o ver. Ostentava um belo gorro dos Palancas Negras, uma camisa amarelinho canário e uma calça de ganga. Eu assim que o vi, julgando pelo aspecto, pensei logo: "Olha! Um grande astrólogo, espiritualista e curandeiro africano." Não parecia mesmo nada que vinha das obras. Regozijei logo "bué". Fui saltitando alegremente até à gaveta onde guardo religiosamente as 24 peças da minha exótica colecção desta bela forma de expressão publicitária, onde figuram grandes nomes da astrologia mundial como, por exemplo, "Prof. Koita", "Prof. Simbo" ou até mesmo um "Mestre Seco". Claro está que não juntei isto tudo num dia. São coisas que levam tempo. Levei à vontade, para aí uma semana. Mas o aspecto que eu me interrogo mais, é, se o horário de consulta é de 2a a Domingo, das 09 às 21 horas, do que é que estes senhores vivem? Queres lá ver que há mesmo pessoas com a instrucção escolar obrigatória que ainda acreditam no Pai Natal? Bom, não me prolongarei mais sobre o assunto, pois pretendo continuar o estudo minucioso destes artefactos da arqueologia contemporânea noutras ocasiões. Assim em jeito de exame de consciência, era só pa avisar que qualquer aspecto do texto que possa aludir à xenofobia ou ao racismo, é só impressão, a gente tá aqui pa rir uns dos outros e sermos todos amigos, não gosto de racistas, às vezes quando vejo um até digo para mim mentalmente: "Devia era de lhe acontecer uma situação ruim e terrrivelmente incomodativa, como entalar o fecho da berguilha, por exemplo, e que vá com Deus". Aliás, até tenho muitos amigos pretos, com quem costumo ter longas conversas assim do tipo: "Passa pa cá o estélémovil! - "Passo o quê, pá!" (Ná, era a brincar, tenho mesmo muitos e bons amigos de origem africana). Então vá, bom fim-de-semana.
Arranhí Océrebroquandotavátirarummacaco

terça-feira, agosto 01, 2006

Tá-me a Vir Outra..

Ainda há bocado, enquanto comia freneticamente uns tremoços com sal, comecei uma vez mais a pensar no Arranhí Pacanherra e não é que me lembrei de uma teoria... Bem esta foi retirada da cabeça do meu sócio Arranhí Océrebroquandotavátirarummacaco, mas como ele talvez se tenha esquecido, aqui vai este pensamento, nada mal pensado. Então e se eu virasse-me para uma moçoila e mandasse um piropo eloquente deste modo: “Hummm Arranhí Pacanherra!..” Enquanto dizia esta bela frase toda pomposa, levantava ligeiramente o queixo, piscando o olho e sorrindo de maneira maliciosa, de forma a marcar terreno e me afirmar como o macho dominante daquela zona. Como rapaz solteiro que sou, era uma boa forma de “catar gajas”! Quer dizer… não, pensando bem até era! Acho que amanhã enquanto vou para o trabalho de Verão, aqueles 100 metros que percorro a pé, desde o carro até ao ponto, vou abdicar do normal cumprimento de “Bom Dia” e em contrapartida invoco o novo estado de alma até vir um confortante “Humm Arranhí Pacanherra!..” Isto claro ás minha colegas. O problema é se elas verem a expressão como que a injuriá-las… Ui! Já estou a ver: um rapaz com uma farda do Zoomarine (faço aqui publicidade ao Zoomarine já que eles pagam-me bem) a correr de chinelos, também estes do Zoomarine (por cada palavra “Zoomarine” ganho 1 cachet de 10€, o que já não é mau a juntar ao ordenado ao fim do mês) com uma rapariga esbelta (claro que vou optar por uma que seja fisicamente bela) de saia curta azulinha com a estampa do Zoomarine também (já vou em 50€, nada mal) atrás de mim com uma pochette na mão (mas esta não é do Zoomarine, oh lá está- 60€) para me dar porrada. E eu numa imensa correria a tentar esclarecê-la que estou apenas a “galá-la”, que tinha sido apenas um elogio… Bem, pensando bem, se calhar vou optar pelo regular “Bom Dia”… vá pode ser que pisque o olho também…
Arranhí Semquereracrostadamalçuadaferida

Teoria a Seguir à Terceira, Também Conhecida como Quarta

Ora então...o que é o Arranhí Pacanherra? Pois a minha teoria é certamente inovadora. Na noite da criação deste belo grupo, depois de muita asneira, aconteçeu um milagre, o nome perfeito (na verdade não é perfeito mas foi o que se arranjou que não parecesse comercial). Agora o que significa...fuh podia supor muita coisa mas, sendo o primeiro a reparar no senhor a dizer "Arranhí Pacanherra" para o outro, pude sentir a alegria nos olhos do dito senhor! Sendo que o outro vinha com duas senhoras de meia idade com má cara, teorizo que eles, fartos de suas senhoras apostaram qual deles fugia mais tempo à sua conjuge, após um dele ter sido "apanhado", o outro entregou-se mas não sem antes gozar um pouco com o perdedor! Então, a expressão arranhí pacanherra foi uma maneira de fazer pouco do seu amigo, já o facto de bater na nalga, todos sabemos que é um conheçido gesto gozão! Afinal é isso que este grupo quer fazer, criticar o mundo brincando! Ou então não tem nada a ver com isso, com a moda da homossexualidade que por aí anda... Ahh nem quero pensar...
Arranhí Oescrotoquandoocoçavadesenfreadamente