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terça-feira, janeiro 29, 2008

Cenas de Porrada Canina (mete SEXO!)

Antes de mais, venho lamentar o facto de ultimamente andarmos um pouco desleixados com o blog: tal deve-se a um surto de preguiça que tem assolado os 4 membros, bem como a exigências universitárias óbvias que se têm de ter nesta altura do ano.

Lamentados os lamentos, passo agora ao post, um post que tem mais de revista Gina para canídeos do que de post propriamente.
Enquanto estava a comer uma sandes de marmelada, eis que ouço uma ladrada do caraças vinda do descampado atrás da minha casa. Era um banzé que não se podia, até parecia que alguém queria assaltar o descampado e os cães todos do Parchal, em defesa do local donde mijam e cagam, ladravam em uníssono. Fui ver o que era. Deparei-me com uma autêntica batalha campal entre cães de todas as raças e tamanhos, tudo, penso eu, por causa de uma cadela que devia de estar no cio.
E digo «penso eu» porque as únicas cenas de sexo que vi foram de um boxer macho a levar na “peida” da turma toda.
Agora pergunto eu: e tanto alarido por causa de um boxer maricas?? Onde é que está a dignidade canina? Que é feito daquelas grandes orgias que os cães faziam antigamente a cadelas vadias?
A homossexualidade chegou também ao mundo dos cães e parece que veio para ficar. É bem feito para os maricas do orgulho gay, que sempre gostaram de ter os caniches e os lambe-xoxas em casa. Agora, porque ninguém vai fazer inseminação artificial a canídeos, pouco a pouco a raça vai começar a extinguir-se. Dentro de alguns anos os belos dos pastores alemães que eram autênticos machos do mundo animal vão passar a andar todos retalhados como aqueles cães brancos que parecem pompons. Os pitbulls vão passar a ostentar nas costas aquelas camisolinhas de tricô feitas pela avózinha.

E para provar que tudo isto que digo é verdade, aqui fica a foto-novela para todos vós:

Repare-se nesta imagem que dentro do círculo vermelho tudo está bem, o acasalamento está a proceder sem quaisquer mariquices (macho em cima da fêmea). Porém, no círculo azul, já é possível reparar que há um cão que anda a "galar" o boxer.

Esta é a imagem em que todos se apercebem que o rabinho do boxer é mais gostoso do que o da cadela que estava a ser "consumada" até então. A matilha inicia uma aproximação ao boxer no sentido de o cercar mas este, por ser rabicha, nem sequer oferece resistência.

Sobem um pouco mais o descampado no sentido de copularem numa fofinha cama de trevos (de sublinhar que todo este ritual é acompanhado dos latidos ensurdecedores que já referi).

Há uma reviravolta no ritual: os canídeos não chegam a acordo quanto à ordem a que vão proceder ao enrabamento, como tal, começam todos a lutar e o ruído dos latidos torna-se ainda maior. É nesta agitação que alguns cães se afastam, sobrando apenas os mais fortes. (Eu ia dizer os mais machos, mas não me parece que uma batalha com vista a copular com outro macho seja uma coisa de macho; assim sendo, parabéns aos que desistiram a tempo!)

É neste banzé desgraçado que toda a população do Parchal se assoma às janelas para ver a tourada que vai no descampado, inclusive estes basofes que, após terem fugido à escola, fumavam descansados a sua ganza. Ao serem incomodados pelo barulho que impedia a sua concentração para a concepção da moca, tiveram de saber qual o motivo de tamanho motim.

Cães vadios dum cabrão, só servem para importunar a gente...!!! (Não, esta última frase não é um trocadilho para os basofes, podia ser, mas não é.)

Arranhí Ascostasefiqueicomgarronasunhas

terça-feira, janeiro 22, 2008

Coisas do Caimpe

Iniciamos agora uma nova rubrica no nosso blog, designada por Coisas do Caimpe, com dois magníficos apresentadores, bonitos e sexys, inteligentes e charmosos, e até com algum glamour, que vêm para nos ensinar a utilidade das mais estranhas coisas do campo. O primeiro episódio desta rubrica passa-se nas Grutas refundiadas do Pêro, nas brenhas de Monchique e elucida-nos sobre a utilidade dos utensílios daquela tão peculiar região. Fica, então, aqui o trecho.


sábado, janeiro 19, 2008

Movimento anti-piaçaba


Vamos fazer faixas destas em várias cores amaricadas para poderem pôr nos vossos blogs.

Já agora, alguém sabe como é que isto se mete?

sábado, janeiro 12, 2008

’Ames Embooora, Ptimeneeense!!

Hoje tive a oportunidade de ver o jogo de futebol da minha vida: um Benfica – Portimonense. Caraças, como o estádio dos Estombarenses táva cheio pra ver aquele grande clássico (e outro que se passava na outra metade do campo, o Lagoa – Messinense, onde o Lagoa acabou por ganhar 3 – 2). Público ao rubro para ver as equipas entrarem no relvado (sintético, diga-se). Quer dizer, isto da malta tar ao rubro no início do jogo, não sei, porque quando lá cheguei já haviam 5 minutos jogados e o placar apontava 3 para o Ptimenense e 0 para o Benfica. Golo atrás de golo lá se foi mostrando a minha equipe do coração (o Ptimenense) que envergonhou completamente a minha segunda equipe do coração (o Benfica). Dava jeito ter dois coraçãos para estas ocasiãos.

Punhefra!! Que goleada, que zerada!! Ames embora Petimeneeeense!! Acredito que muitos destes jogadores, se fossem postos a jogar com os seniores, tivavam a equipe principal do fundo da tabela.
Acabou com o justo resultado de 0 – 12 para o Ptimenese, neste grande espectáculo de futebol, em escalão «Escolinhas B», onde no fim da partida havia Sumol, patinhas de polvo assadas, e sandes de torresmos para todos os jogadores. O prémio de jogo, é necessário dizê-lo, era um Kinder Surpresa. Magnífico: se morresse hoje, morria feliz (mas não me matem, queria ver ao menos se conseguimos ganhar o próximo jogo em casa com o Silves, a ver se ganhamos o campeonato!).
Finalmente um campeonato a sério, um que eu possa ver sem me chatear com as exibições dos jogadores, nem com os roubos do árbitro (que no fim também veio petiscar com a malta), e um onde o gande Ptimenense ganha até à mais forte das equipas!!

Arranhí Ascostasefiqueicomgarronasunhas

sexta-feira, janeiro 11, 2008

Mais um Préme

Antes de mais, é urgente agradecer a toda a malta em geral, e a vocêas em perticular, porque, ao que parece, batemos um record no que toca a bitáites amandados nos último post: o do Baita Bit. Lamentamos a vossa insanidade mental, mas ficamos, ao mesmo tempo, contentes com ela, pois só assim seria possível termos tanta gente a ver, a comentar e, o mais estranho de tudo, a gostar deste videoclip do andagráunde. Obrigádes, p’ssual!

Agora é a parte dos pedidos de desculpa: pedimos desculpa por demorarmos tanto tempo a postar, pedimos desculpa por sermos tão parvos (entre muitos outros sinónimos que a parvoíce pode ter) e pedimos desculpa pelos efeitos que causamos a quem visita este blog, nomeadamente o contágio da nossa estupidez e bom humor.

Passada a parte dos sentimentalismos, recebemos, surpreendentemente, um préme. Ao que parece, os leitores mais recentes desconhecem aquilo que acontece quando os Arranhí Pacanherra recebem um préme. Pois é, somos uns vândalos: violamos completamente as regras do jogo, uma vez que somos, para além de parvos, estúpidos (creio não estar a repetir-me). Assim sendo, os nossos agradecimentos a quem teve a coragem de nos presentear com este préme, o Sorrisos em Alta, que está de parabéns. Sorrisos, lá chegaremos, aos 5 aninhes, se entretanto não formos espancados e esfaqueados mortalmente por basofes e criminosos que se revêem no nosso trabalho (Baita Bit. e coisas do género).

De sublinhar a total veracidade do título do preme que nos foi atribuído: “Diz que até não é um mau Blog”, ao que a gente acrescenta para nosso usufruto: “Mas é pexote!”, porque apesar de até nem sermos maus, somos pexotes (ou fraquinhos, para quem desconhece o vocabulário algarvio), mas pexotes com orgulho, pá!

Bem, mandam as regras que a gente tenha de dizer as regras, mas a malta que vai receber isto já deve tar farta de as saber e, se mesmo assim não estiver, vá ver ao Sorrisos em Alta que tá lá escrito. Dizem também as regras que agora temos de mandar o préme pra 7 blogs que a gente acha que até nem são maus. Para variar, também não vamos cumprir as regras: 7 blogs é muito blog e ainda não temos gabarito (nem tantos visitantes) para poder dar prémes assim a torto e a direito. Assim sendo, o preme vai para todos aqueles que comentaram o nosso último post, o Baita Bit.

Como aborrece escrever os quase 20 links, cliquem »neste« e vaiem lá ver quem forem os felizes contemplados!

quinta-feira, janeiro 03, 2008

Baita Bit, Finalmente o Videoclip Oficial

2008 começa com uma super produção milionária, apenas comparável aos videoclips de rap de Hollywood. Fomos para o andagraunde, numa garagem escondida algures num bairro degradado que, para além de servir para guardar a droga do nosso produtor, nos serviu de estúdio de gravação para este single.

Longe já vai o nosso primeiro squéte, no verão de 2006, o primeiro Baita Bit, filmado em condições precárias num quarto de um betinho que ficou entretanto trancado na dispensa. (Não o chegámos a tirar de lá, só numa de nos termos armado em maus.) Após estes meses todos, melhorámos a música, o videoclip e a estupidez.

Cheio de carros desportivos, roupas de marca, miúdas que albergam uma grande quantidade de chicha nas nádegas e uma música chunga feita a computador com uma letra pior ainda: assim é o recém-chegado videoclip oficial do Baita Bit. Comparem as diferenças e curtam o som: quem tá em casa ponha as mãos no ar e abane-as ridiculamente como se estivesse a ouvir um concerto do Bóce HeiCí.





E para que acompanhem este que é o melhor videoclip de hip-hop de 2008 (e dos 3000 anos seguintes), aqui vos deixamos a letra que já faz as delícias nos melhores karaokes do andagraunde e como toque de musica nos telemóveis acima de 49,99€:

O gato faz miau, o comboio faz pouca-terra,
Tou a mandar este rap pró Arranhí Pacanherra.
E no meio deste bit vou dizer-te quem eu sou:
Sou filho da minha mãe, sou neto do meu avô.

Sou dread chunga, sou king do hip-hop,
Lavo a roupa com Persil e a loiça com Super-pop.
O people lá da street diz que eu sou um samurai:
Bato nos putos mais novos com a minha butterfly.

Tenho um falar esquisito, tenho umas Nike nos pés,
Visto a minha Fubu Dread e vou prá Rocha até às 3.
Quando andava na school levei porrada do Carlão,
Foi ele que me ensinou a fazer isto com a mão.

Sou pobre, mas uso uma cruz de ouro no pescoço,
Visto as calças nos joelhos pra mostrar o cu famoso.
Pra comprar a ganza tenho que fazer biscates (bitáites),
Ao rappar levanto as pernas e depois coço os tomates.

Refrão:
Sente este baita bit,
Curte esta cena bué,
Vá, não sejas esquesite,
Vou dizer-te como é! (bis)

Não vás pra onde eu vou, não te metas onde eu me meto:
Eu sou um dread perigoso, sou um gangster do gueto.
O sumo vem da laranja, mas o vinho vem da uva
Porque eu é que mando aqui, eu é que sou o manda-chuva.

Esta minha bike é fixe, roubei ontem a um chavalo,
Vou por essa estrada fora a curtir e a sacar cavalo.
Se achas que ser dread é mau, estás muito enganado:
Se a mamã não nos oferece, usamos o que é gamado.

O people diz que eu sou o dread mais importante desta rede:
Tenho buéda pausa e o meu nome escrito na parede.
Não te metas mais comigo senão mando-te um escarro,
Porque eu tenho bué tatoos e tenho um grande caparro.

E com este style fixe engato buéda garinas,
Põe-te é bolinha baixa, comigo não desatinas!
Tu aí puto na street, eu de ti não tenho medo,
Eu aqui sou o manda-chuva, sou o boss, eu sou o dread!

Refrão (bis)

segunda-feira, dezembro 31, 2007

Balanço de 2007

2007 chegou ao fim. Foi um ano cheio de meses, dias e horas, onde alguns segundos nos deixarão saudades, outros deixarão marcas e outros deixarão uma leve sensação de tempo perdido.Vamos publicar em seguida um balanço (porque dá um certo estiilo de canal de televisão) em modos de sondagens daquilo que foi este ano de 2007 no que toca a este blog.

Como nos é possível observar, os resultados do nosso inquérito são os seguintes:

Das 76 pessoas que perderam o seu tempo a votar neste estúpido inquérito, 26 foram sinceras ao dizer que não gostam da gente. Ficámos a saber que o nosso logótipo é foleiro (há gente com tão mau gosto). Mas o que surpreendeu mesmo foi o facto de 19 pessoas (gajas, esperemos) terem dito que o que elas gostam mesmo é da gente por sermos uns grandes sex symbols do Algarve. Meninas, o nosso e-mail existe, e nós respondemos.


Em relação aos países que nos visitaram durante estes 5 meses em que o nosso detector esteve a trabalhar, os resultados são maravilhosos:

A seguir a Portugal, os países que mais nos visitam são as comunidades de Burkina Faso, Qatar, Índia, Nigéria, Vietname e alguns dos PALOP’s. Ora, sabemos pois que cada país desses possui em média 3 a 4 computadores, 2 deles de uso público, o que significa que, para além dos Presidentes desses países, que nos acompanham todos os dias e para os quais amandamos cordiais cumprimentos, a população desses países junta-se antes da hora de jantar na biblioteca da capital e até fazem bicha para ler este magnífico blog. Cada pessoa tem de pagar um centavo para aceder à Internet durante um minuto. Imaginem o dinheiro que esses países não estão a ganhar connosco, o que vale é que nós somos amigos da presidência e que, quando lá formos, ser-nos-á arranjadas umas belas moçoilas para que possamos pernoitar convenientemente. É também possível observar o lugar obtido neste ranking pelos Estados Unidos, a mostrar a falta de literacia presente naquela gente que prefere ver comer hamburgas a ganhar um pouco de cultura.

Em termos de horários, estes são os resultados obtidos:

Como pode ser averiguado neste quadro, 0.23% da totalidade dos visitantes do blog surgem no período entre as 05:00 e as 05:59, e 0.74% no período entre as 04:00 e as 04:59, o que em conjunto significa que entre as 4 e as 6 da matina, 0.97% do pessoal tá a deliciar-se com Arranhí Pacanherra. É quase uma pessoa! Deve ser tipo um gajo menos 3 dedos. Ou mais ainda. Conclui-se assim que a madrugada é um período bastante profícuo para o Blog Arranhí Pacanherra, que recebe as visitas daqueles tarados que metem nas pesquisas “pénis gigantes” e “fotos de camionistas a ter sexo” e que quem cedo madruga, ou é doido (como é o caso) ou tá mortinho pa ver o Arranhí Pacanherra.

As palavras-chave que mais fizeram as pessoas virem ter ao nosso blog são as seguintes:

Palavras para quê? Resta-nos somente agradecer aos cacetes, ao E.Leclerc e às moscas, que proporcionaram bons momentos de diversão àqueles que buscavam por informações credíveis. Note-se também em que lugar ficaram as palavras “Arranhí” e “Pacanherra”.


Resultados recentes do nosso portentoso motor de estatistica revelaram que de entre todos os visitantes, 40 pessoas utilizaram o sistema operativo Windows 98; Estamos perante verdadeiros utilizadores à antiga portuguesa, na presença de utilizadores que apreciam ter a sua página a demorar meia hora a abrir. Arranhí Pacanherra é como um bom vinho. Nem todos o sabem apreciar. Quanto mais tempo demorar o liquido a chegar da garrafa ao copo, mais depuradas são as qualidades da pinga. Quanto mais demorar a página do Arranhí Pacanherra a abrir, mais engraçadas vão parecer as parvoíces que estão lá escritas.


E finalmente, a estatística dá-nos a conhecer o azar do pobre desgraçado, que na sua persevrante boa vontade, utiliza um parco e obsoleto ecran de 8 Bit de cor, quando tenta visualizar os squétes que povoam a página Arranhí Pacanherra. Por favor, amigo, dê-nos o seu contacto, que nós fazemos uma vaquinha e compramos-lhe um ecrã como deve de ser. É que por favor, isso é quase como ver uma pintura de Renbrandt feita num lenço todo ranhoso.Assim termina o nosso balanço deste último ano, o ano em que fizemos um ano de existência. Já sabem, para o ano que vem votem na gente pra ganharmos as cervêjas e tenham todos umas boas entradas e essas merdas todas que toda a gente diz nesta altura do ano e... vá, tá bem, a gente também vai dizer: feliz 2008.

sexta-feira, dezembro 28, 2007

Arranhí Pacanherra, a Resposta a Todas as Perguntas – Parte 5

Bem-vindos a mais uma parte da nossa rubrica onde respondemos a todas as questões que as pessoas têm quando visitam o nosso blog. É por não deixar essas pessoas sem resposta que nós existimos. E como esta é a última edição deste ano, decidimos esmerarmo-nos (mais ainda) nas respostas, e desta vez perdemos a cabeça e vamos responder assim, não a 4, não a 5, não a 7 nem a 8 nem a 9, mas sim a 6, caros amigos, 6 respostas!! Cá vai marisco (e pra quem for alérgico, cá vai paté de sardinha):

Os tais, segundo o Dicionário Enciclopédico Verbo, são uns pronomes, que podem significar: os estes; os esses; os issos; os aquilos e também os aqueles; Se o objectivo da procura era encontrar o plural da palavra tale, que significa um caule ou um pecíolo duma planta, fique sabendo que se escreve e pronuncia tales. Os Tais pode referir-se também a um grupo de gajedo brasileiro, que organizou um gangue mafioso e que é constituído por Taís Araújo, actriz, Taís Reganelli, tocadora de pífaro enviusado, e Taís Julião, que pelo que parece é enxadrista. Um enxadrista é uma pessoa que estuda o xadrez. Ou seja, anda a tirar apontamentos sobre presidiários e a escrever monografias sobre xelindrós, para quem não sabe.
Os tais pode também ser uma referência a uma família da Mexoêra Pequena, que ninguém trata pelo nome, porque eles são temíveis, mete medo, e se uma pessoa leva uma unhada dum gajo daqueles pode lhe cair um membro ou ficar com comichão.

Todos vocês estão habituados a falar do Algarve conhecido, aquele Algarve cheio de praias de águas quentes, aquele Algarve onde habitam 4 rapazes invejados por todas as mulheres do mundo. Mas o que não sabem é que existe um outro Algarve para além deste: um Algarve onde muito poucos lá foram. Nós tivemos esse privilégio: no outro dia, quando íamos para a apanha do marmelo, deparámo-nos com um alçapão à beira da estrada, uma estrada ali prós lados de Alcantarilha. Armados em aventureiros, entrámos. Descemos umas escadas todas sujas e cheias de cocó de rato, até chegarmos a um elevador todo luxuoso com vista para a praia de Boliqueime. Ao sairmos do elevador vieram umas moças (podres de tão boas) receber-nos e levaram-nos para o seu mundo, o Evragla (que é Algarve, mas ao contrário). Neste sub-mundo tudo era ao contrário: estendia-se a toalha no oceano e íamos ao banho na areia; fazíamos sexo com as raparigas antes de as conhecer-mos; comia-se o gelado antes dos carapaus alimados; e falávamos em português com os estrangeiros, dando-os sempre as indicações erradas. Ao terminar do dia fomos às discotecas e os porteiros eram magricelas e porreiros e a música até nem era má. Incrível, nunca iremos esquecer este bendito Evragla, o Algarve desconhecido.


O senhor poderá ter perguntado uma destas 2 coisas: “como se é um atirador profissional” ou “Come-se um atirador profissional”. Quanto à primeira, temos de ter o cuidado de saber o que raio queremos nós atirar, pois podem ser martelos para o meio da estrada (como faz um homem que já demos a conhecer aqui), podem ser paus aos gatos, como o rapazito da canção fazia, pode ser qualquer objecto, como tal, o conselho Arranhí Pacanherra para quem quiser ser um atirador de algo profissional é que escolham um objecto da vossa predilecção e o atirem para o mais longe que puderem. Há uns atiradores mais fraquinhos que usam instrumentos para serem melhores (ou usam pistolas para atirar balas, ou usam fisgas para atirar pedras), mas isso não dá valor nem dignidade a ninguém: não há como atirar o objecto com as nossas próprias mãos!
Quanto à segunda opção, caro amigo, se é canibal quer comer um atirador profissional, a sugestão do chefe AP é: tempere o homem com muito azeite, sal, alho, vinho branco, vinagre e umas folhinhas de louro. Deixe a marinar no frigorífico 24 horas. No dia seguinte ponha o homem numa travessa, com umas batatas descascadas, uns legumes e leve ao forno a 180ºC. Tenha o cuidado de ir sempre voltando o rapaz para tostar de todos os lados. Bom apetite!

No Algarve existem 3 tipos de macho: nós os 4, o Zézé Camarinha e o animal marido da mula, também conhecido por burro, mas mais burro que os burros. Assim sendo, porque o nosso diário não tem grande assunto e porque o do Zézé Camarinha até já está em livro, vamos aqui publicar um dia na vida de um macho, do diário que encontrámos do Passarinho (o nome do macho) no seu estábulo:

17-10-07
Querido diário, já tou farto de comer sempre a mesma palha, de carregar sempre o mesmo dono no lombo e de ir sempre pró mesmo sítio alombar com os estrangeiros dum cabrão armados sempre em galifões. A serra de Monchique é bonita, mas deve haver mais coisas pra ver. Dizem que lá em baixo, em Portimão, há belas mulas e jumentas pra um macho se entreter. Diz também que há bifas jeitosas, inglesas e alemonas, magrinhas, muito mais leves que este gordo pra transportar. Por causa deste gordo, acordo sempre todas as manhãs com a perna traseira direita dormente. Se não fosse a tia Alzira a me botar banha de cobra nas coxas eu não sei como aguentava.

Sobre mitologia nepalesa pouco se publicou até aos dias de hoje. O mais conhecido contador de histórias sobre o Nepal foi o velho sábio Micuong Parezsho que viveu até meados do século XIX e ganhava a vida como sapateiro. Por vezes punha-se com o estaminé perto das escolas e, quando as crianças saíam à tarde da escola, ele atava-lhes os cordões dos chinelos rotos enquanto lhes contava as mais velhas lendas sobre mitologia nepalesa. Das poucas histórias que resistiu ao tempo foi a do dragão Shah Dev, um dragão vermelho que habitava as longínquas montanhas do Nepal. Conta a lenda que um dia um homem chamado Alfredo, nepalês de gema, envergando umas calças azuis presas por suspensórios e a bandeira do Nepal, subiu às montanhas para desafiar o poder do dragão. Quando lá chegou, Alfredo nem quis acreditar: o dragão vivia com a sua mulher Dragona e o seu filho Dragonball (do qual mais tarde se fez uma série infantil). Era uma família muito pacata e acolhedora, apesar da má fama que os rodeava. Alfredo entrou na gruta e logo foi recebido para jantar com eles uma bela cabidela. Alfredo, em sinal do seu apreço e gratidão, rasgou a bandeira nepalesa ao meio para ofertar ao dragão, mas uma vez que a bandeira era feita de nylon, ficou toda mal rasgada tendo a forma que hoje se conhece.


O motivo da pesquisa desta pessoa leva-nos àquilo que é denominado no unagràunde musical como músida para tótós. Música que fale sobre computadores e placas gráficas e robôs e códigos binários e diébes a quatro, porque uma pessoa que seja tótó, na consege perceber músicas que falem de amores de adolescente, ou até sobre jogar à bola e partir um ortelho, porque enquanto deviam estar fazendo esse tipo de actividades, esses jovens estiveram jogando computador fechados no quarto. É difícil arranjar um cantor rotulado apenas como “cantor que canta sobre tecnologia”, mas segue uma lista das 5 melhores canções de sempre sobre tecnologia.

  1. Pocket Calculator – Kraftwerk
  2. Bill Gates Must Die – John Vanderslice
  3. I Have the Password to Your Shell Account – Barcelona
  4. Social Engineering – Barcelona
  5. Mr. Roboto – Styx


Já que são tótós dos computadores, devem de saber como é que sacam isto tudo da net. Segue também um pequeno excerto de uma letra da música “Bill Gates Must Die”:

Teeny tiny little teens keep pouring out of my machine
Adolescentinhos pecaninos jovens continuam a pôr fora da minha máquina

Backdoors passwords galore
Dores nas costas com passwords em galochas

Only the hackers
Olha os ácaros

Only the feds
Olha os fedorentos

Know just how far out i've been
Nós justos e feijões em faro

So for bringing me here.
Só 4 trazendo meio euro.


E assim termina mais uma edição da nossa mais requerida rubrica. Sabem que para o ano há mais e sabem também que basta perguntarem que nós estaremos cá para respondermos.

quarta-feira, dezembro 26, 2007

Finalmente Algum Reconhecimento!

Pois diz que saiu aí há pouco tempo, num jornal famoso qualquer (cujo nome é o antónimo de privado), um estudo que mostra que os alunos no Algarve são mais inteligentes e lêem mais. O estudo foi encomendado pelo Estado para o PNL (Plano Nacional de Leitura), mas não nos vem cá mostrar grandes surpresas: nada que a gente já não soubesse, porém é sempre bom ter comprovativos fixos! Mergulhem-se em humildade (já que nós não temos nenhuma!) e roam-se de inveja (já que se fosse ao contrário era o que nós faríamos).

segunda-feira, dezembro 24, 2007

Pai Natal vestido de Homem Normal

Bem, já é dia 24 de Dezembro, ou seja, véspera de Natal. (Yupi!!!) Como tal, os Arranhí Pacanherra juntaram-se parcialmente (malta, ficam prometidos mais squétes agora prós lados da passagem d’ano, e com todos os pacanherros) e fizeram mais um squéte (mais uma perda de tempo) para vocês verem!
Esta é a história do Barnabé, que estava em casa a ver um programa de culinária natalício quando lhe entra pela porta o Pai Natal, só que, desta feita, vestido de um homem comum, para disfarçar, claro. Perdoem o Barnabé e o facto de este ter agido com violência para com o Pai Natal, é que lhe disseram há dias que o Pai Natal afinal não existe. Pobre coitado.