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terça-feira, agosto 12, 2008

Thé Diéb, mêtem iss do cu!!


Pá malta qué dos arredores dessa grand metrópole cheia de bifes, hipermercados, obras e retundas do Algarve, que é Portimão, o conhecido Festival da Sardinha já viveu melhores dias. Para a restante malta, aquilo é uma porra até engraçada, ou simplesmente mais ó menos. Quem, como eu, viveu os anos de glória deste festival lembrar-se-á dos tempos magnos de quando este festim era realizado no Parque de Feiras e Exposições de Portimão (onde, pela lógica, deveriam ser organizadas todas as feiras e exposições do concelho). À entrada – que, escusado será dizer, o bilhete era bem mais barato – ofereciam uma latinha de paté de atum ou sardinha, conforme aquilo que viesse à mão do pica-bilhetes responsável por nos fazer entrar no recinto. Havia espaço para passear. Espaço para as crianças. Espaço para o artesanato local. Espaço para a gastronomia local. E os belos dos restaurantes da sardinha, que faziam concursos todos os dias a ver quem servia a melhor sardinha; bem como o belo do concurso do papa-sardinhas, onde concorrentes de todo o mundo (sendo que Portimão pertence ao mundo, por estranho que possa parecer) lutavam entre si para ver quem conseguia comer o maior número de sardinhas em apenas 10 minutos, com a singela ajuda do copito de vinho e do naco de pão caseiro. A noite terminava com um bonito espectáculo piro-aquático-musical.

Agora tudo mudou. No Parque de Feiras e Exposições de Portimão deixaram de se realizar feiras (excepto aquela que envolve carrosséis e ciganos) e exposições (que eu me lembre, nunca lá houve uma exposição); construíram uma arena que é uma espécie de Pavilhão Atlântico em miniatura, onde até ao fim do mês está em cena uma peça do La Féria. O Festival da Sardinha passou a ser feito na baixa ribeirinha da cidade: o único sítio da cidade em que uma pessoa ainda podia passear no verão sem pagar nada. A entrada custa agora quase 800 paus e o paté de sardinha, esse, temos de ficar de roda de uma série de gente, ao pé dum barco de papelão, à espera uma porção de tempo pela nossa vez. Vez de quê? Vez de nos darem para a mão um camaroeiro com um pau de vassoura, tipo caça borboletas, com a particularidade de este estar roto na ponta e de ter apenas um par de azôgos (ímanes) para que as latinhas se agarrem lá. Não conheço pescador denhum que tenha apanhado alguma coisa com um camaroeiro roto.

O concurso entre restaurantes já não se faz, bem como o papa-sardinhas. Que vergonha! Montaram lá um espaço VIP, onde uma porrada de chefs de cozinha importantes se exibem, bem como às suas iguarias, das quais denhuma pessoa que aufira o salário mínimo pode provar, logo, apenas 5% das pessoas que vivem em Portimão e na sua periferia poderão provar daquilo, que, dizem, não cabe na cova dum dente. Entrei lá dentro, como qualquer curioso, mas não aguentei mais que 30 segundos naquele ambiente onde se falava uma língua não-nativa, o lisboeta. Saí dali e fui para perto do palco principal, na esperança de presenciar um bom espectáculo. Era o Camané, esse grande algarvio, ele e aquela música tipicamente algarvia que é o fado, que conta histórias de cidades algarvias como Lisboa, Coimbra, de autores todos eles do barlavento, como é o caso de Alfredo Marceneiro.

Nas últimas edições do Festival da Sardinha, vá-se lá saber porquê, não se realizou o espectáculo piro-aquático-musical. Nem nesta. Houve fogos de artifício, como sempre há na passagem d’ano, mas não houve os repuxos a bailar. E a música que supostamente era para se ouvir ao som dos foguetes fora substituída por um samba brasileiro proveniente duma barraca do tal “artesanato local”. Vivo Festival da Sardinha, festa tipicamente algarvia!

Tudo isto pra dizer: «Thé diéb, matam o raio dos camaroeiros rotos com azôgos colados no cu!!»

Arranhí Ascostasefiqueicomgarronasunhas

quarta-feira, julho 30, 2008

Há coisas que só me fazem espéce

Há coisas que uma pessoa quando vive alegremente, sem pensar nas consequências ou seus acontecimentos prematuros, apenas faz é bestêras (disparates)! Ora, na semana passada fui convidado para ir a um jantar de anos num restaurante africano. Uma pessoa sentia-se mesmo como em África, era a decoração, a comida, o dono do restaurante, que mais parecia um tocador de djambés da zona equatorial de Moçambique, embora com nome francês: René. Até a música ao vivo, por estranho que parecesse era africana, muito embora as músicas fossem de canções brasileiros como a Mila, mas mal desse aquele toque de Kizomba, já parecia mais familiar. A banda era constituída por uma africana no órgão e um esquelético idoso africano na guitarra que mais parecia o Bonga com os seus 90 anos. Fora isto até se comeu bem, onde apreciei os gostosos quiabos do Zimbabué ou a batata doce de Cabo Verde ou gambas de S. Tomé ou a famosa moamba de Moçambique ou ainda um muqueque de Angola. Agora o que me fez espéce (relativo a confusão) foi a água. Tão não é que me foram dar uma garrafa de água do Luso! Onde andam os belos garrafões de água da ilha de Madagáscar ou das ilhas Mauricias, que aquilo é só águas transparentes e límpidas? Hen? Agora comer quiabos e muqueques com águas portuguesas ao som de musica brasileiro-africana é que não! Onde é que anda a água engarrafada da Zambia, da Nigéria, da Costa do Marfim, do Malawi?! Agora virem-me com água da Serra do Buçaco, lá no norte de Portugal, onde sei lá eu de onde poderá vir aquilo... sei lá eu se a água não veio daqueles riachos cheios de cabra-cegas (bichinhos tipo aranhas que andam em cima da água nas ribeiras), ou girinos ou ovos de peixe dos rios e dos sapos, tudo cagado! ... Dizem eles um restaurante africano. Africano Africano é ter bidões de água engarrafada do Burkina Faso (África Ocidental) ! Ou do Burundi! (África Oriental) Isso sim é restaurante africano!
Arranhí Sem quereracrostadamalçuadaferida

quarta-feira, julho 23, 2008

Não vale a pena votar na gente!

Vimos por este meio anunciar que não vale a pena, estimados (três) leitores, votarem em nós para o concurso Super Blog Awards, organizado pela marca de bejecas, jolas, fresquinhas, mines e impriais Super Bock.




  • Não vale a pena votarem em nós porque nenhum de nós os 4 é familiar de um director (ou qualquer outro cargo importante) da empresa ou dos gestores do site que, com certeza, manipularão os votos;
  • Não vale a pena votarem em nós porque não é 3000€ em notinhas das que fazem falta, mas sim o mesmo valor (ou muuuuuuito menos) em material de merchandising da marca, e nós não precisamos disso.
  • Não vale a pena votar em nós porque mesmo que você vote nós não iremos ganhar, mesmo que, em termos qualitativos, o mereçamos;
  • Não vale a pena votar em nós porque nós somos do Algarve. Tendo em conta que o resto do país não é nem pertence ao Algarve e que o resto do país morre de inveja por isso mesmo (incluindo os donos da Super Bock que, sempre que podem e até mesmo quando não podem vêm cá dar um mergulhinho nas nossas quentes águas) e seria de mau tom os restantes bloggers do resto do país se referirem aos vencedores (nós) como: “Os cabrões dos algarvios ganharam aquela merda!! Ainda gostava de saber o que é que o blog deles tem a mais que o meu…”
  • Não vale a pena votar em nós porque preferimos que passe o seu tempo a ler os nossos posts e a ver os nossos squétes ao invés de se estar a chatear com a porcaria do site da Super Bock que obriga toda a gente a se registar primeiro antes de poder votar, o que é uma chatice do caraças. Não perca tempo com isso.

Caro leitor, se quiser mostrar o seu apreço por este blog deixe um comentário, diga que a gente o fez rir e que continuará a cá vir visitar-nos. É o melhor prémio que podemos ganhar. Não vale a pena votar em nós. O blog que ganhar certamente não será, nem de perto nem de longe, o melhor que estava a concurso: veja o que aconteceu com o Sócras… e votaram nele, não foi?

Pronto, ok, se ainda assim quiser votar, vá lá. Basta carregar aqui, resgistar-se e buscar pelo nome Arranhí Pacanherra na categoria de humor.

quinta-feira, julho 17, 2008

Estudo Científico

Antes de mais palavras, pedimos desculpa aos 4 leitores deste espaço por tão desleixada actualização do material escrito. Desta vez arranjámos uma desculpa que, esperamos, vai com certeza justificar tamanho atraso na vinda deste post.
Passa-se que nós temos andado por aí a realizar um estudo de cariz científico que vem revelar com exacto pormenor todos os diferentes espécimes da raça Homo sapiens que, nesta altura do ano, vagueiam pelos benditos terrenos do Algarve, esse paraíso na terra. É natural que faltem alguns espécimes neste estudo, mas aqui ficam presentes os mais frequentes e abundantes:

Franciú de Alcochete – com o latim Emigrantus Manientus, este espécime não é necessariamente da terra de Alcochete. A utilização deste local na sua denominação deve-se ao facto de em Alcochete estar instalada uma academia de futebol pertencente a um clube cujos seus adeptos são, geralmente, forretas, mesquinhos e convencidos. O Franciú de Alcochete é um espécime que todos os verões regressa de França, Suíça, Luxemburgo, Bélgica, entre outros, para mostrar aos que ficaram por cá aquilo que conseguiram lá fora, nomeadamente a aprendizagem da lígua francesa – que, de resto, falam sempre que estão perante um português nativo, para que este note a espectacularidade que é falar uma língua mariqunhas –, a Renault Senic com matrícula amarela pertencente ao país acolhedor e as suas crias, raramente possuidoras de nomes de gente como João Pedro ou Miguél António, mas sim Jean Pierre e Michel Antoine.

Alfacinha – com o latim Alfacis Olisiponensis Empinadus, este animal é, própria e cientificamente, uma sub-espécie do Alfacis Olisiponensis. Apresenta algumas características distintas do seu parente próximo, este bem mais sensato e inteligente. Uma das suas mais peculiares características, é o facto de que apesar de muitas vezes se encontrar completamente depenado, tem o hábito de se pavonear, como se fosse melhor ou mais bonito que os outros. Esta característica tem incidência tanto nos espécimes masculinos como femininos. Outra tendência deste animal é a de agir como se o sítio onde estivesse fosse dele, e tratar os animais nativos como se fossem seus criados.
Decorrentes destes hábitos, a genética encarregou-se de lhe empinar o nariz quase até à testa, e daí deriva o nome com que foi classificado no séc. XIX pelo Dr. Landão Cola-Selos.

Bimbo – com o latim Nortenhus Peixeirus, este espécime, proveniente do norte do país, vem geralmente passar apenas uma semana ao Algarve: o nível econímico algarvio não permite luxos mais longos. Traz consigo um grunhido irritante – devido à ausência de Vs – e raramente frequenta restaurantes: adquirir a comida no supermercado ou frequentar estabelecimentos de fast food sai sempre mais em conta. Geralmente comporta-se da mesma que o Alfacinha, na medida em que, por uma semana, pode não ser o banal servo que é durante o resto do ano, tratando também os seres naturais como seus subditos. Em qualquer loja, por qualquer bem que adquire, procura sempre um desconto, por mais pequeno que ele seja: desconto aqui, desconto ali, vai tentando permanecer por mais um dia no ninho de 3 estrelas o qual faz completamente seu só por o pagar. É aficionado do FC Porto e quando a conversa sobre futebol começa a evidênciar as causas obscuras das vitórias desse clube, tenta, a todo o custo, mudar de conversa ou alegar que os demais clubes fazem o mesmo.

Espanhol – com o latim Iberucus Armadus em Grandis, este é o espécime que tem vindo a permanecer mais recentemente nestas terras. Apresentam-se normalmente aos domingos em manada: grupos de aproximadamente 50 animais, de idade avançada, que vêm sentir os ventos por cá. Quando apresentados em família, têm o costume de emitir um latido quase impossível de suportar devido ao elevado grau de decibéis no ar. Não conseguem comunicar entre si num baixo volume; não conseguem comunicar com os nativos num baixo volume; não conseguem ou não querem entender os nativos, bem qualquer espécime que não guinche ou que comunique numa guinchadeira semelhante à sua. Acham que o seu ninho é o mais importante de toda a floresta e como tal acham que em toda a floresta deve imperar as regras do seu ninho, onde estão claramente adjacentes as guinchadeiras e peixeiradas, bem como a esperteza de não se querer comunicar noutra guinchadeira.

Bife – com o latim Bifus Nordicus Rubrus, este espécime, natural do Norte e Nordeste da Europa, é um habitual participante no ecossistema algarvio da estação estival, e desde há décadas que migra para o sul de Portugal nos meses de Verão. As suas principais actividades migratórias são ficar belfo com a paisagem, fazer nudismo na Praia dos Caneiros, beber canecas de cerveja nos tascos estrangeiros do Algarve, na dizer nada de jeito e esturricar a sua pele alva com o sol tórrido do Algarve, de forma a perder a sua tez branca e adquirir um tom de pele vermelho que nem um pimento.
Entre os espécimes juvenis do sexo feminino, nota-se uma certa tendência para adquirir hábitos de vida nocturna e para entrar no cio assim que pousa o pé em território algarvio, não olhando quer à qualidade quer à quantidade dos parceiros. Já os pequenos espécimes do sexo masculino envergam, em qualquer circunstância, uma camisola onde conste o nome, o número ou a fotografia de Cristiano Ronaldo.
Entre os adultos, nota-se uma tendência cada vez maior para permanecer na região definitivamente, devido ao bom clima que esta possui, e também à sua maior posse de um material comum na sua terra e raro no Algarve, material esse de importância capital na construção dos ninhos: O dinheiro.

Algarvio – com o latim Al-Gharbius Nativus Quejeitus, este é, por excelência, o típico e natural animal desta zona territorial que dá pelo nome de Algarve. Revela traços fisionómicos semelhantes a alguns animais naturais do Norte de África, e aceita-se cada vez mais no meio académico que existe uma forte ligação genética entre estas duas espécies.
Apesar de extremamente capaz a nível físico e intelectual, este animal é caracterizado pela sua enorme preguiça. Só caça e recolhe alimento durante os três meses do verão, e sustenta-se durante o ano com o que recolhe no período estival. Fá-lo muito através de negócios com os outros espécimes, em que os aldraba bastante. Apesar de lucrativo, este meio de subsistência é também bastante chato, pois obriga-o a aturar e receber todos os outros animais.
A sua alimentação baseia-se em sardinhas assadas, carapaus alimados, figos e amêndoas.
Antes próspero e espalhado por várias partes do globo, este animal enfrenta perigosos riscos de extinção. Já não se fazem algarvios como antigamente.

Arranhí Ascostasefiqueicomgarronasunhas
Arranhí Océrebroquandoestavaatirarummacaco

terça-feira, junho 24, 2008

Rái Desta Gente!!

Não sei o que se passa com esta gente esgróviada (nós) que de repente se marimbou em pacarrenhar. Serão certamente coisas que disponibilizam uma enorme falta de tempo, como o ter de estudar para uns quaisquer exames ou o ter de trabalhar de verão para poder comprar os professores e não ter de fazer esses exames. Eu cá pertenço à classe dos segundos.
Trabalho num local de diversão que mete escorregas e água com coloro ali prós lados de Alcantarilha que pertence a um grupo qualquer espanhol e o que lá se passa é, uma ou duas vezes por dia, divertido. Claro que não irei descrever quase tudo: estou na inútil esperança de que vocês, caros leitores, passem um destes dias por lá deixando quase 4 contos à entrada (cada um) para que o meu ordenado possa ser pago sem objecções. Ora bem, no contacto directo com os clientes, temos de falar a língua deles (escusado será dizer porque os cabrões dos bifes são preguiçosos e os espanhóis são burros). Mas irrita-me profundamente – embora eu não o mostre em frente à clientela – quando os filhos da mãe me vêm perguntar coisas em inglês logo em seguida traduzindo para o pai ou mãe idosos que não percebem inglês aquilo que eu lhe disse. Ai o caraças! Ora vamos lá a saber duma coisa: o seu pai é português, logo a língua que ele lhe ensinou foi o português, logo, se está em Portugal e a minha cara de marroquino (esbelta, por sinal) não é, de todo, parecida à de um britânico qualquer, por que raio me vêm vómecêa, que apesar de ser emigrada em Inglaterra ainda se lembra de Português que chegue pra falar com o seu pai, não fala Português comigo?

E depois de ter feito aqui a maior frase interrogativa da história de Arranhí Pacanherra, e quiçá da blogosfera, vou jantar.

Arranhí Ascostasefiqueicomgarronasunhas

quarta-feira, junho 04, 2008

Caracóis e Latas de sumo

Isto é difícil de contar... mas vai ter que ser! Estava eu esta madrugada à procura de caracóis ali quando se vai pó Morgado do Reguengo (que para quem não sabe, é a caminho de Monchique do lado esquerdo) a ver se apanhava uma bela manchinha deles para uma festa que vou dar hoje, a propósito de ser a minha última aula da vida académica. Porém, caracóis nem vistos! Se calhar não havia humidade suficiente para deslizarem pelas folhas dos arbustos. Saí de lá passado 40 minutos e a única coisa que apanhei foi 2 caracóis, um deles já seco e outro só com a casca! Ah já para não falar das praganas e ouricinhos agarrados às peúgas. Bem já incontestante, voltei para casa. Lembrei-me que me tinham falado aí há uns tempos dum site méme bom onde vendiam presunto e chouriças de porco preto de Monchique a baixo preço. Então se alguém vende carne, também devem vender caracóis. Pus-me, assim, a pesquisar na net se alguém vendia caracóis on-line. Nada! Nem caracóis nem caracoletas. Já que não há comida, passemos então à bebida, e nada melhor que refrescar do que ... (não vodka preta com sumo de limão, não redbull, não uma gopada de medronho mas...) Lipton Iced Tea. O verão tá a chegar e nada melhor que nos refrescarmos com o suminho que sabe a limão, pêssego ou manga. Mas novamente tudo o que encontrei foi um gajo pequeno à porta duma universidade a fazer campanha à marca, em que tinha de utilizar a palavra "chá"! É que já se vê de tudo hoje em dia, como é possível! Só pra ganhar uma mísera lata de sumo grátis! Aqui fica o vídeo e o gajo que não tinha mais nada pra fazer da vida.


E lá foi ele com a sua latinha só por dizer "Olá sou o Dário Guerreiro e tenho que me ir 'chá' embora!" Vou mas é para Faro meter-me nas portas da universidade ver se ganho umas quantas latas que dêem para mim e os meus amigos!
Arranhí Semquereracrostadamalçuadaferida

segunda-feira, maio 26, 2008

Pai Ensina Filho a Conduzir

Quando uma família de ascensão cigana se tenta integrar na sociedade é necessário contornar uma série de leis, nomeadamente aquela que define como e com quem se deve aprender a conduzir. Acontece que há coisas que nunca mudam...

sexta-feira, maio 23, 2008

Ná ná, cá para mim, quem ganhava a Érovisão era a gaja da Ucrânia, ou atão a da República Checa!

Ou estas, ou a Portuguesa!

Arranhí Océrebroquandotavátirarummacaco

quarta-feira, maio 21, 2008

Michael Jackson VS Mickael Carreira

Éh pá, pessoal, serei só eu a achar que estas duas criaturas têm qualquer coisa fisicamente parecida??
Arranhí Ascostasefiqueicomgarronasunhas

sexta-feira, maio 16, 2008

O Parente da Refóias

ATENÇÃO: este post pode, por algumas pessoas, ser considerado secante, pelo que aconselhamos às pessoas mais susceptíveis de apanharem uma seca que não o leiam, a fim de preservarem o bom nome desta espectacular instituição que é Arranhí Pacanherra, que tem como objectivo proporcionar a galhofa e não o aborrecimento do seu público.


Isto ao que parece há um gajo vizinho da gente que anda praí a merecer algum reconhecimento. Pra já porque é do Algarve, de Monchique, de Portimão, dos arredores, mais precisamente; depois, porque tem a pachorra de fazer algo que nós sempre quisemos fazer aquando da criação deste blog: escrever totalmente os textos no dialecto algarvio do noroeste (o monchiquero). É ele o Parente da Refóias, um gá que já na é novo mas que aparentemente é assim pá frentex, uma vez que andou a cheirar nos nossos squétes e até gostou, e isto só demonstra duas coisas: ou não tem sanidade mental ou é dotado de uma genialidade transcendente (tal como vós, caro público leitor, que acompanham os desvarios deste espaço).

Nós, que ostentamos um nome proferido por um africano vendedor de artesanato na baixa ribeirinha de Portimão enquanto açoitava a sua nádega, que temos como objectivos primordiais a distinção do Algarve como região superior de Portugal e o divertimento próprio através da publicação de textos e filmes que unem o puro regionalismo algarvio às massas por meio de um humor inédito e extravagante, admiramos esse gá, esse cota, que vai-se a ver e é nosso parente deveras, que anda a amostrar ao mundo as bodegas descondidas e belas que aqui a zona tem, bodegas que muita gente acha trampicadas porque não as conhece, bodegas que os nossos avós disseram ou fizeram, bodegas que nós tentamos amostrar de um prisma mais moderno e absurdo, mas que o Parente amostra com o preceito impecável que essas bodegas merecem, com o tratamento justo e fiel, por se tratarem de bodegas velhas e cotas como ele é.

Ó velho Parente, és um fixe e fica sabendo que, apesar da gente sermos de duas gerações tãn distintas, temos todos uma porção de coisas em comum:

  • Todos achamos que é no rio Arade que se apanham as melhores amêjoas e brebigões;
  • Todos achamos que é na praia da Rocha que se vêm as bifas mais boas e se constroem os melhores castelos de areia;
  • Todos achamos que o Portimonense e que o Monchiquense deviam ganhar a Liga dos Campeões, ou pelo menos dois pratos de caracóis depois dos jogos;
  • Todos achamos que o melhor medronhe do Algarve está em Monchique, a não ser que este seja transportado para outro lado qualquer do mundo;
  • Todos nós achamos que a Feira dos Enchidos devia de oferecer sandes de presunto com pão caseiro barrado em banha vermelha aos possuidores de blogs que falam da região e que o Festival da Sardinha devia de oferecer sardinhas a sério em vez daquelas latas de paté que não dão pra nada;
  • E todos achamos que o Tuta e o Manel da Luz deviam fazer uma ponte rodo-ferroviária de 4 faixas que ligasse as duas terras, de maneiras a que a gente não tivesse de levar com os semáfros ali na recta do Porto de Lagos.

E depois de uma série de piadas apenas entendíveis por malta daqui da zona, anunciamos que em breve (praí daqui a um ou dois dias) vamos meter mais squétes, só pra compensar a seca que foi ler isto – ou então ler só este último parágrafo para se poder comentar o post sem ter muito trabalho.