
Sexta-feira, Dezembro 11, 2009
Qu'jête um hiato! Um yacht!

Sábado, Setembro 05, 2009
The Drogádes of Portihand - Quero-me ir-me embora
Dois drogados tocam música nas ruas de portimão a fim de angariar dinheiro para "a causa". Porém, isto a vida 'tá má para todos... Esta é uma canção triste, de tristeza, que fala das tristes vidas destes dois tristes...
Eis a letra:
Eu saio à rua todo marado da tola
Só com o money que gamei da minha cota
Dá para comer, mas não me chega para a dose
Um dia vou ver como é panhar uma verdose
Vou no vai e vem e as velhas olham-me de lado
Acham que eu sou feio ou então que sou drogado
Tás olhar pra quem? Levas ma facada aqui já
Velha dum cabrão, tu tas aqui tas a levar!
Eu só me quero mir embora
E dar o bazo desta terra
Jogar esta camisa fora
Tá toda cagada de terra
E ir pá Rocha até morrer
E umas gajas engatar
E depois deu as comer
Vou vomitar e vou bazar
Dizem que eu sou freak (quem?) toda a gente do liceu
Têm todos ciúmes de não serem como eu
Deixem-me da mão porque tá tudo contra mim
Eu na sei quejeito a minha vida não ter fim
Psst, oh tu aí, queres que eu te arranje-te o computador?
Preciso de guita pra pagar ao vendedor
Dá-me aí um éró que eu preciso de caroce
Acho que me vou-me inscrever-me pra trabalhar-me no Pingo Doce
Tenho uma comichão no braço
É dos mosquitos, quero bagaço
E às vezes tenho um bcado de frio
Quando tou nu no meio do rio
Quem é que tem aí mortalhas
Ou baaahzaaahnhénhenhem das tralhas
Dá-me um papel e um arroz
Felazferagra feira no Algoz
Já destacionê todas as marcas
E becicletes aí da rua
E uma vez lá no palácio
Vi uma gaja quase nua
Cerelaccolher de sopa
Alcatrão rima com feijão
Eu já não sei do Barnabé
É um limão aqui no pé
Sexta-feira, Julho 31, 2009
3 anos de pacarrenhice
No dia 16 de Julho, salvo erro - é que já lá vão uns meses... - numa esplanada ali da zona da Casa Inglesa, na baixa ribeirinha de Portimão, enquanto morfávamos um gelado do Pálaicecrime, debatiamo-nos sobre a criação de um grupo coeso cujo objectivo seria a auto-diversão. Ao escolher o nome desse grupo, e sob as propostas manhosas que estavam em cima da mesa juntamente com os guardanapos com ranho, baba e réstias de gelado mal comido, bem como migalhas do cone de um érivinte, aparece diante dos olhos de quatro jovens, pouco passava da meia noite, um episódio que iria ficar para a história, sabe-se lá de quê.
Não interessa o que vimos, interessa mais o que ouvimos e isso ainda hoje não temos a certeza do que foi. No papel apontámos Arranhí Pacanherra. Ouvimos certamente todas estas sílabas, quiçá numa outra ordem, pois já perguntamos a todos os africanos que vendem estatuetas na baixa ribeirinha, e panos e cintos na praia da Rocha até ao Vau passando pelo Buraco d'avó, e nenhum deles nos soube traduzir a expressão, ainda nos tendo obrigado a adquirir um dos seus produtos: um rádio a pilhas que já só apanha a Rádio Fóia.
No dia 31 de Julho criámos o blog, com o mesmo nome que havia sido apontado num guardanapo ou nos lembretes dum telemóvel. A partir daí foi o que foi: materializamos (salvo seja, porque isto da internet é tudo de plástico ou fibra ou transparente) a forma de dar a conhecer ao mundo a nossa filoeugénia (e porqué que há-de ser sempre a Sofia?). Pouco a pouco, muito devagarinho, a malta começou a ler as ditas palhaçadas.
Fizemos squétes. Ainda hoje os fazemos, ao contrário das actualizações frequêntes do blog (isto saiu de moda e perdeu a clientela), pois o youtube revelou ser um belo modo de podermos observar aquilo que fazemos quando estamos sob influência de substâncias psicoferragudenses, tipo as alcagoitas, os serengonhos, os malacuecos ou as bajas. Por mais divertido que seja ver os squétes, a verdadeira diversão está em fazê-los, motivo pela qual continuamos nesta onda sem perder durante muito tempo a tesão do mijo.
Sim, criámos este blog há três anos. Muita gente ainda crê que somos uns basofes quaisquer, ou que apenas sabemos ser isso. Cagando e andando (mas sempre limpando), como diz o outro. O que importa é a fidelidade àquilo que têm de ser os Arranhí Pacanherra, que são o que são e mais nada! Hoje seria dia de cantar os parabéns e soprar as velas. Mas toda a gente em todo o mundo faz isso quando festeja um aniversário. Já sabemos pela certa que os Arranhí Pacanherra são diferentes, por isso, neste tão especial dia, cantamos o papagaio loiro de bico doirado e sopramos os gelados.
Um grande papagaio loiro prós Arranhí Pacanherra, e que daqui a 3 anos estejamos de novo lá na baixa a soprar os gelados.
Sábado, Julho 18, 2009
A Traição do Esfíncter
É com base nessa problemática contemporânea que se fez A Traição do Esfíncter, uma música cuja letra não é muito perfumada, mas absolutamente verdadeira.
Juntamente com a banda de ocasião Seringonhos na Plengana, esta música conta com uma qualidade músical única, quer ao nível do piano, quer ao nível do coro. Simplesmente sublime. Ora vejam, e tenham a oportunidade de acompanhar a letra aqui mesmo:
Naquele dia em que o esfíncter
Não segurava o cocó
Fui-me pôr atrás da moita
E aí fiz o cocó.
Pensava que era soltura,
Ao invés de diarreia,
Pois tinha a barriga dura,
Afinal foi diarreia.
Após o ralo sair,
Começou a sair grosso.
Encontrei caroços de uva
E até cascas de tremoço.
Chegaram as varejeiras
Com fome de cagalhão:
Só comem merdas e bosta
E caca e cagalhão
Porquê, cocó?
Inesperado barrote queimado
Porquê, cocó?
Quando apareces fico todo assado.
Porquê cocó?
Deixas-me à rasca por um momento breve
Porquê cocó?
Alívio forte; meio quilo mais leve.
Houve um dia em que ficaste
E eu fui comprar um clister
Disse ao homem do chinês:
«Xing Xong Xung, põe-me o clister!»
O clister não tirou tudo
Fui buscar uma tenaz
Comecei a esgravatar
Ficou cocó e tenaz
Tive de ir pró hospital
Pra me ver livre da carga
Pomadas e afastador
Fiquei com a peida larga
Peidos eu já não sei dar
Só consigo largar bufas
Como o esfíncter me traiu
Saem com molho essas bufas
Porquê, cocó?
Forte pretexto para a literatura
Porquê, cocó?
Água castanha ou plasticina dura
Porquê, cocó?
Dor de barriga que até mete dó
Porquê, cocó?
Por falar nisso vou fazer um cocó.
Quarta-feira, Julho 15, 2009
PROTESTO
Posto isto, e com o troço rodoviário acabado há mais de uma semana (desde então, as obras da ponte têm-se baseado em pormenores de acabamento), POR QUE RAZÃO UMA MEGA-FEIJOADA, QUE PODE SER FACILMENTE REALIZADA NOUTRO LOCAL, HÁ-DE ADIAR EM UM DIA A ABERTURA DE UMA OBRA PÚBLICA TÃO ÚTIL?
A questão é simples: o evento é patrocinado pelas autarquias de Portimão e Lagoa, mas isso não implica que a dita jantarada (que, se a uns enche a barriga, a outros vaza o bolso) não possa ser feita num terreno que não seja "neutro", como é a ponte. Ora, havendo tanto espaço (e bem mais próprio para o efeito) na baixa ribeirinha de Portimão, por exemplo, qual a necessidade de se obstruir a ponte? Se os senhores autarcas querem pagar uma feijoada ao pessoal, por que não o fazem num restaurante de grandes dimensões, ou num espaço previsto para a circulação de piões, que não obrigue os cidadãos a condicionarem, ainda que seja por mais 24 horas, as suas vidas? O festejo da abertuda da ponte não seria mais lógico e digno com a ponte a servir para aquilo a que foi construída? Que melhor inauguração pode ter uma ponte do que a circulação sobre mesma?
Para além disso, durante o tempo em que esteve fechada ao trânsito (e aberta aos peões), esteve proibida a circulação de veículos de duas rodas, a menos que fossem transportados à mão. Só hoje, no dia da inauguração, com a ponte cheia de gente, apareceram as autoridades competentes (GNR) com o fim de fiscalizar o cumprimento dessa proibição (desde então violada centenas de vezes por dia, com sentido de impunidade).
O que é que se passa com esta gente?!
Arranhí Ascostasefiqueicomgarronasunhas
Sábado, Julho 11, 2009
Omelete de Chocolate
Hoje trazemo-vos os dotes do exímio cozineiro espanhol Victor Perez, na rubrica semanal do programa Bom Dia Manhã, apresentado por Hortêncio Malaquias. Vejam este espectácle, senhoras aí de casa, e aprendam como se faz uma omelete de chocolate.
Sábado, Junho 27, 2009
MC Púçi - Rép du Dãmo Grôço
Yo, a rimar nesta strit sempre está o MC Púçi
O damo que come a Cátia, a Joana e a Lucy
E a Rita, a Rute, a Jéssica, toda e qualquer dama
Come no terraço, na strit, no place e até na cama
Porque eu sou um damo que as garinas adoram
Como-as onde eu moro e onde elas moram
Comigo as damas fazem uns gemidos bem sonoros
Comigo é só sexo e nunca vai haver namoros
Porque eu não corro o risco de ser chamado de corno
E até já me convidaram pra fazer um filme porno
Mas eu não pude entrar porque tenho buéda sardas
E também não tenho jeito pra representar de fardas
Principalmente umas que me apertam na cintura
Com aquelas roupas não consigo pôr a pila dura
No entanto, as damas vêm todas atrás de mim
Levam todas na rata e já sabem que é assim
Sempre a esgalhar nas partys e nos arraiais
Só não percebo porqué que elas não voltam mais
Porque eu sou um damo todo cheio do style
Danço kuduro, kizomba, hip-hop e até música de baile.
No outro dia virou-se pra mim um puto que se chama Chico
Disse que eu cheirava buéda mal como um penico
Mas eu cá dei-lhe logo com a minha batarflai
Fiquei de castigo porque o Chico é o meu pai
Mas eu não cheiro a merda, cheiro é a carapau frite
Mas é de andar aí, a comer sempre na street
Nesse bairro undargraund das garinas mais bonitas
Eu sou o MC Púçi conhecido como o Papa Pitas
Neste guetto como as damas e faço graines com a bike
Na street com o BEATáite, o 3Môce e o Mike
Que anda na bike radical sem capacete
Eu corro aí todas as damas mas só amando um foguete
Tipo da passagem dano, porque tenho medo do barulho
Este ano vou pás obras carregar com o entulho
Porque já tenho 20 anos, e embora seja buéda smart
É difícil de gamar o Money aqui e em qualquer parte
Tou no quarto, mas vou pó quinto se não chumbar
Se chumbar não faz mal porque já estou a trabalhar
E assim já não preciso procurar mais emprego
Nas obras tou na stret com um pedreiro que é cego
E com outro que é amigo e ucraniano
Tem a família na Uncrânia, mas vai lá para o ano
Sou o maior garanhão, não sei se já referi
Como todas as garinas porque eu sou o MC Púçi
E na parede lá da skool fiz um baita graffiti
A dizer o meu nome e por baixo love Lily
E o meu tag tá em todas as janelas do autocarro
Porque eu papo as garinas e tenho alte caparro
Que consegui na street a carregar baldes de massa
Ser um gajo bom é a religião da minha raça
E também nas obras consegui estes abdominais
E com os tijolos de onze esculpi estes peitorais
Que estão aqui para agradar todas as damas
Levava todas até ao céu ou a curtir para as Bahamas
E até uma vez uma dama fez-me uma nódoa negra
Eu disse oh garina chupa aqui estes 3 quilos de febra
E ela feita esquisita quase não queria chupar
Mas depois de começar até começou a gostar
E por isso acabámos por gostar os dois
E eu gostei tanto que lhe pedi o número depois
Mas depois ela não deu, e eu fiquei todo lixado
Fiz um graffiti na strit azul e amarelo-torrado
A dizer em letras grandes eu curto bué de ti
Ela perdoou-me e deixou-me lamber-lhe o pipi
Mas passado uma semana ela desapareceu
Tou lixado porque ela nem o número ainda me deu
Não curto nada damas que fazem isso a um damo
Quando ela aparecer, deixa tar que eu logo a tramo
Vai levar logo ali com o meu cinto da Lacoste
Enquanto eu lhe pergunto sua cabra, ondé que foste?
Agora vais levar nesse cu como castigo
Porque eu sou o MC Púçi e ninguém brinca comigo.
Segunda-feira, Junho 01, 2009
Ah e tal...é o estádio do Parchal!
Terça-feira, Maio 26, 2009
MC BEATáite - A Arte de Fazer um Bit
Neste mic rima o MC BEATáite
Põe-te a pau comigo senão vai ter de haver faite
Vou falar mal, injuriar todos vocês
Que têm a mania que rimam e que falam português
Mas não têm vocabulário, nem no balneário
Peguem no dicionário que eu não sou denhum otário
Represento neste mic o Bairro Pontal
Se isto chegou ao teu ouvido podes crer que não foi por mal
A vida custa bué para manos como eu
Que já fiz os 30 anos e não acabei o liceu
E agora trabalho na Alisuper do Enxerim
E já trabalhei num talho mas aquilo não era pra mim
E isso era só o que dizia o pipol meu amigo
Quando éramos pequenos andávamos sempre em perigo
Fugíamos da bófia pelas ruas lá do gueto
E depois eles apanharam-nos, com a bófia já não me meto
E eu tou a fazer este bit com um som que saquei da net
Que é o que fazem todos os manos que não são do jet sete
Vocês aí são todos uns betinhos
Têm place pra dormirem e pra ficarem quentinhos
E não sabem o que é esta vida da street
Vão acabar por serem todos uma shit
E eu sou o maior e eu é que mando neste mundo
E quando vou à beatch consigo nadar até lá ao fundo
E eu não gosto de reciclagem
Isso é uma grande chantagem
Ter de meter o vidro no vidrão
E no azul o papel e o papelão
Isso é cena de putos betos e mimados
E tu pensas que isto é desenhos animados
Mas não, isto é um clip é um filme boy
E levar porrada às vezes dói
Principalmente se for pontapés nas canelas
Mas eu chego a casa e arranco as carapelas
Porque eu sou da street, sou um soldado
Apesar de me baterem eu nunca fico amuado
Porque aprendi a viver a vida e a lutar
E sigo em frente com este beat a rimar
Espera, ainda não usei palavras caras e finas
Vou dizer proeminente pra me fazer às garinas
Sim, porque as damas acham que eu sou cool
E se sou assim é porque nunca fui à skool
Ou vá, até fui um dia ou dois
E tudo o que aprendi já me desqueci depois
Vocês são uns aspirantes e amadores
Não gosto de vocês que têm a mania que são doutores
Será que não precebem cós vossos bits são uma shit?
Ah, merda, já disse shit neste bit, mas shit é uma palavra da strit
Mas não me vou fazer de esquesit, vou dizer shit
Todas as vezes que me apetecer
Porque eu só faço o que eu quiser
Sou o maior e sou o melhor
E de vocês vou guardar sempre rancor
Porque nenhum de vocês presta
Não percebem o hip-hop porque o hip-hop é uma festa
E as minhas rimas é que são umas dicas
E as vossas são palavras de maricas
E o Sam da Kid é um poeta genial
É o maior é o melhor, é o maior de Portugal
A minha rima é uma lição pra toda a gente
E antes de acabar tenho de dizer outra vez proeminente
E que sou de todos os melhor MC
Tás a ouvir puto, isto é pra ti
E é mesmo isso que ou vou sempre dizer,
Ah, porra, mas isso já faz um MC qualquer.
Fazer um bit, onde que tá a arte?
Fiz tudo num minuto, a contar com esta parte.
Não é preciso ser-se muito inteligente
Basta se dizer a palavra proeminente
Mesmo que ninguém saiba o que isso quer dizer
É o que faz um MC qualquer.
Proeminente, consciente, inteligente,
Indecente, justamente, impaciente,
Constantemente, altamente, pretérito presente
Altamente, delinquete, prepotente e etecetra
Quarta-feira, Abril 15, 2009
MC 3Môçe - Rép da Malta Aí da Strit
Letra, no caso de alguém quiser, para cantar no karaoke:
Aqui na Margem Sul do Parchal
A vida vai bué mal
E são os amigos que temos
E os amigos que queremos
Que dão pica cada dia
Pir pa strit ao meio-dia
São amigos do coração aos pés
Amigos destes valem bués
São os amigos que é preciso
Pa fazer um improviso
E quitar o móvel a um put
Que se tiver feito brut
Leva co cap da gente os 10
E aí dá o móvel de vez
Pa aprender que na se brinca
Ca gente, ou leva uma trinca
Do meu cãozinho pitbull
Que eu levo sempre prá skool
Onde conheci todo o pipal
Fui ao bar pedir um compal
E tavam lá todos cheios de pausa
Quis logo ser amigo deles por causa
Que(e)e vi que eras um gajo porreiro
Tinhas um style fixe, fostes até o primeiro
Amigo mais que tive bacano
Andavas comigo na skool no 5º ano.
Lembras-te?
Lembras-te?
Partilhava tudo o que podia
Dava tudo o que ele queria
Tipo Money, comida, dinheiro
Porque és o meu amigo verdadeiro
E eu dava tudo, tudo o que tinha era para ti
Darei-te tudo o que tinha era para ti
Desde que vivi aqui em South Parchal
Melhor place de Portugal
Temos tudo o que queremos
Temos tudo aquilo que temos
Que tivemos que gamar bués pa ter
E se temos tamos a merecer
Temos strit e temos tudo
A seguir ao parchal também temos Ferragudo
Onde mandamos com a nossa butterflai
E a bófia nem lá vai
Porque nós somos menores de idade
E somos uns gangsteres de qualidade
Não nos podem dar nos porrada
Ou o meu pai vai a esquadra
E faz lá um cagaçal
Mete os gás em tribunal
E eu venho cá para fora
E faço um bit num quarto de hora
A falar mal da polícia e do país
E dos políticos e do juiz
E de todos esses MCs
Sem ser o beatait e o puçi, etcetera
Amigos do coração
Temos strit pa fumar um canhão
Temos picas que quiseres
Temos ganza que quereres
Temos heroína se trazeres
De resto temos tudo pa te dar
O que não tivermos vai se roubar
Que isso nunca acontece nada
Porque a justiça é uma cagada
Han han
Amigos que tenho andamos semp juntos
Porque na strit se na formos muntos
Tamos mal, sozinho na se consegue roubar guita
Nem caps nem dar porrada, nem papar uma pita
