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domingo, setembro 23, 2007

Atirador de Martelos de Estrada Profissional

Alguém se lembra daquela história de quando nós fomos a Sevilha e lá para os lados de Ayamonte tivemos de trocar de autocarro por modos do nosso ter sido alvejado por um martelo no vidro da frente, tendo deixado o condutor, que era careca, cheio de estilhaços cravados na testa? Nós lembramo-nos bem, como se tivesse sido o ano passado!
Num pugrama da manhã, o Bom Dia Manhã, apresentado por Hortêncio Malaquias, aparece, na rubrica “As Profissões mais Perdidas no Tempo”, um senhor que é atirador de martelos de estrada profissional. Simplesmente magnífico! Saiba o quotidiano deste senhor, as suas técnicas, os seus instrumentos e a cor do seu fato semi-macaco azul já a seguir:


sexta-feira, setembro 21, 2007

Arranhí Pacanherra: a Resposta a todas as Questões

Ora, como já foi anteriormente dito aqui, os Arranhí Pacanherra, na sua suprema sabedoria, a qual é apenas possível derivado a sermos todos primogénitos enviados à Terra para iluminar o Homem, têm em todas as circunstâncias as respostas às mais difíceis perguntas. Uma vez que muita gente vem parar ao nosso blog através de questões de nem sempre fácil resolução, vamos hoje, à semelhança da última vez, dar resposta às incógnitas mais pertinentes, vindas maioritariamente do Brasil, sabe-se lá porquê.


Ora, para forçar o arroto em primeiro lugar é preciso comer qualquer coisa. Nós sugerimos a bela da bifana, a típica da feijoada, ou o jeitoso do grão com bacalhau. Tenha o cuidado de comer que nem um alarvo, para que hajam intervalos de ar no seu estômago. No fim, coma uma peça de fruta para aconchegar o bucho. Aconselhamos a beléncia (melancia) ou o belão (melão). Pronto, está agora nas melhores condições para soltar um arroto valente. Caso não consiga naturalmente, beba uma águazinha das pedras, uma seven-ép ou uma coca-cola. Se mesmo assim não conseguir obter um arroto com cheiro a feijão azedo, tranque a respiração, engula o ar e force a garganta como se lhe tivesse a dar gomitos (vómitos). O resultado será um belo dum arroto com um travozinho a suco gástrico.

As bolachas são pequenos bolos achatados, que podem ser doces ou salgados e são usados principalmente para o lanche, simples ou barrados com manteiga, compota ou outro tipo de cobertura. Depois, pode comercializar vários tipos de bolachas: Maria, de Água e Sal, Pretzels, etc. Para começar, pode dirigir-se a uma superfície comercial próxima de casa, adquirir um pacote de bolachas da qualidade que pretender comercializar e revendê-lo a alguém na rua. a empresa está montada, todos os lucros ficam exclusivamente para si e pode sempre fugir ao fisco, pois não tem que dar facturas e recibos.

Ora, caro senhor cujo desempenho do seu Zé está aquém das espectativas, ou cara senhora cujo desempenho do Zé do seu marido a deixa carente, hoje em dia encontrar produtos que levantem o Zé é fácil. Existe o Viagra, nas farmácias, existem os vibradores, nas sexshops, e existem prostitutos, nos classificados do Correio da Manhã. Mas se, mesmo assim, prefere praticar o amor com o seu esposo, ou levantar o seu Zé com proputos naturais, existe o Pau de Cabinda, que pode ser adquirido numa ervanária perto de si. Pode saber onde encontrar uma ervanária através das Páginas Amarelas. Já quanto ao modo de preparação desta especialidade miraculosa, pesamos ser administrada em modo de chá.


Bem, nós cá do sul não conhecemos muito os lados de Alcobaça, no entanto, com um pouco de pesquisa jornalística descobrimos aqui uns locais que podem ser do interesse de todos, nomeadamente do senhor que consultou o nosso blog em busca de casas de meninas.

  • Clinic - Rua Engenheiro Bernardo Vila Nova;
  • Alcopázio Bar - Rua Dr. Maur Cocheril - Travessa da Cadeia
  • Beco do Grilo - Rua Araújo Guimarães, 55
  • Bem Almanzor Bar - Rua Araújo Guimarães, nº 12 - R/c
  • Linha Verde - Rua da Mata - Casal da Areia

Bem, podem não ser bares cuja especialidade seja o sexo, mas estes são os bares mais conhecidos da zona de Alcobaça, certamente haverão lá gajas. É nesta altura que terá de pôr à prova o seu machismo. Se é um verdadeiro homem, há-de conseguir engan…engatar alguém. Tenha o cuidado de escolher a que estiver menos sóbria, essa será a que oferecerá menos resistência e, com sorte, esquece-se de lhe cobrar a taxa.


Tudo aconteceu por volta de 1892. Tóni, um pequeno rapaz, de Portimão, andava importunando os homens das traineiras, depois de fazer gazeta à escola. Um dos velhos marinheiros, farto de ter o rapaz a azucrinar a companhia, resolveu dar-lhe uma sardinha e mandou-o ir brincar para outro lado. Tóni pegou na sua sardinha fresca e foi brincar com o resto das crianças para perto da Fábrica do Feu, onde toda a miudagem se costumava juntar para andar à pedrada. Um dos meninos, estava a comer pão com manteiga e, sem querer, no meio da brincadeira, Tóni deixou cair a sardinha fresca em cima do pedaço do pão do outro rapaz que, vendo a sardinha no seu pão com manteiga, a jogou fora, pousando a fatia de pão num velho grelhador ao lado da fábrica. Os trabalhadores dessa fábrica, depois do expediente juntavam-se e costumavam assar um chouriço. Sem reparar no pedaço de pão, ligaram o fogareiro. Quando se aperceberam, a sardinha já estava assada e o pão já tinha o molho da sardinha. A medo, provaram, e os seus olhos brilharam, ao se darem conta da descoberta de um manjar gastronómico do calibre das caracoletas e dos pipis.


Os melhores caramelos de Espanha. Não é propriamente uma questão difícil, no entanto, queremos deixar os nossos clientes satisfeitos.
Geralmente, os melhores caramelos espanhóis são aqueles que acham que a selecção espanhola tem hipóteses de ganhar à portuguesa. São mesmo parvos. Há caramelos, nomeadamente o Ramon Garcia ou o Jujio Alonzo, que acham que o Pai Natal existe, devido a um português emigrante que trabalha a fazer pontes na zona de Huelva lhe ter contado. E não é que o caramelo do espanhol acreditou?! Há também caramelos que servem pra chupar e que vêm embrulhados num papel de rebuçado, mas esses não têm tanta piada… a não ser que, depois de o termos mascado bem e deste estar formado numa pasta pegajosa, se cole no cabelo de um espanhol qualquer. Aí sim, temos um caramelo marafado a tentar tirar um caramelo seco do seu cabelo.

Foste ou fostes?? A comum das pessoas costuma usar uma dessas duas formas, o que pouca gente sabe é que estão ambas erradas. No Algarve, a esta conjugação verbal dá-se o nome de Pretérito Perguntativo, pelo que a maneira correcta de dizer e escrever é “fôtes”, onde o acento circunflexo em cima do O recebe o mesmo tom que nas primeiras palavras.
O Pretérito Perguntativo também é utilizado em verbos como “andétes” (andaste), “fizétes” (fizeste), “ouvites” (ouviste), “cométes” (comeste), “apanhátes” (apanhaste), etc.

Foi a edição de hoje de “Arranhí Pacanherra: a Resposta a todas as Questões”. Já sabem, sempre que tiverem algum tipo de dúvida, seja ela qual for, não hesitem em perguntar à gente!

segunda-feira, setembro 17, 2007

Mini-férias em Faro

Ora sendo esta altura tempo de inicio às aulas, e no nosso caso, entrada da maior parte para a universidade, enquanto que outros já lá estão, fomos este fim-de-semana passado até à capital do Algarve (por enquanto, porque se for como nós vimos nas cartas do Tarot no outro dia, vai ser Portimão daqui a 3 anos): Faro! A razão, essa porque havia festa de aniversários de pessoas importantes para nós, e onde há festa e rambóia lá estamos! Mas o que viemos aqui contar foi que foi o que se passou no Sábado, mais concretamente à hora do almoço, enquanto estávamos a almoçar cumas meçoilas de Dietética no Fórum Algarve. Como alunas exemplares que elas são, indicaram-nos o melhor restaurante para obter a melhor refeição do dia, ou seja, fomos almoçar, nada mais nada menos, que à Pizza Hut! O "Menu do Dia" foi o escolhido, não só porque era baseado em hidratos de carbono e em lípidos, mas também porque as pizzas eram fritas, isto é, eram mais filhozes que outra coisa. Depois de já estarmos cheios de gordura no estômago, enquanto estávamos no verificanço das lojas, a meter a gordura das nossas mãos em todo o tipo de produtos (desde óculos a roupa interior feminina), um membro AP (porque também só lá foram 2) foi prendado com uma chamada telefónica da melhor rádio existente no Algarve: a inigualável Rádio Fóia (de Monchique)! O assinante Arranhí Ascostasefiqueicomgarronasunhas, também produtor de livros e escritor de poemas, teve a bela notícia do homem da rádio e foi ouvido por milhares de pessoas por este Algarve fora durante cerca de 15 minutos. O que os ouvintes não souberam é que este rapaz teve que falar do WC mais próximo que encontrou, pois já não aguentava o nervoso miudinho e já estava farto de mandar calar os bifes que passavam que faziam um cagaçal marafado que impedia que se ouvisse a voz fo homem nas melhores condições. Excusado será dizer que, a partir daí, o som de fundo foi de tosses e puxares de autoclismos. E o resto da malta para o ouvir, lá sacou dum mp3, meteu em sintonia e andámos o tempo todo com o objecto no ar a ver se apanhava a rádio, o que suscitou a curiosidade pela parte dos transeuntes. A nossa sorte foi ainda termos conseguido ouvir o nome do nosso membro nos ultimos 30 segundos de emissão. Ficámos, assim, a saber que Faro apanha mal a Rádio Fóia e que para a próxima, senhor da rádio, veja se lhe telefona quando ele estiver, no máximo, em Portimão, ok? Pronto, o aspecto positivo é que o nosso membro conseguiu uma entrevista de 2 horas um dia destes lá na Rádio Fóia, por isso, moce, já sabes, quando lá chegares diz ao menos ao responsável para colocar rede na parte do sotavento do Algarve. Por fim, após uma dor de braços de tarmos co mp3 espetado no ar, lá fomos todos festejar para casa ao nos esparracharmos no sofá e na cama e a cantar o tema "DUNAS" com o acompanhamento de viola. Já por falar em música, deixem que também vos diga, que sabemos tocar uma muito boa intitulada de. . . "DUNAS... são como divãs..." Ah e depois há aquela. . . "DUNAS..." ou também uma parecida mas começada em Ré menor... "DU..DU..DUNAS!"
Arranhí Semquereracrostadamalçuadaferida

quinta-feira, setembro 13, 2007

Mã?! Quéq se passa com esta gente??

Bem, hoje são os acontecimentos desportivos que me fazem cá vir, infelizmente. Já nem vou falar do que aconteceu hoje: acho vergonhoso o shô Scoláre andar à pêra com aqueles que são, impreterivelmente, os que fazem a nossa construção civil andar para a frente, sim, porque apesar dos africanos serem os melhores a carregar baldes de massa, apesar dos ucranianos serem os melhores a carregar os carros-de-mão cheios de tijolos, os sérvios continuam a ser os mais destacados e precisos no que toca a alombar com os ferros para as cofragens, embora os russos também não sejam maus.
O que me leva a postar aqui hoje é o jogo de ontem, dos sub-21, esse sim, um jogo brioso. Não pela qualidade do Manel Fernandes, não pela perícia do Amoreirinha, nem sequer pelo golo que o central do Portimonense, Nuno André Coelho, marcou (Ah grande Portimonense! Ah grande Coelhito pá! Assim é que é caramba!!), não, o que me faz hoje escrever é simplesmente os nomes daquela gente.
Não são muito originais, os montenegrinos, pois não? Vou mostrar aqui os nomes dos jogadores que ontem jogaram connosco: Janusevic, Bozovic, Kaluderovic, Rajovic, Igumanovic, Tiodorovic, Zverotic, Fatic, Jovetic, Vujovic, Stjepanovic, Radanovic, Milic, Cetkovic, Adrovic, Bojovic, Jovanovic e Durisic. Hmmm… O treinador chama-se Vlaislavljevic. Ok. Um pouco de cultura geral sobre o Montenegro: o presidente da república chama-se Vujanovic. Os países vizinhos a Montenegro são governados por pessoas com nomes como: Komsic, Radmanovic, Silajdzic, Špiric, Mesic e Tadic.
Mas que raio se passa com esta gente? Os nomes daquela malta acabam tudo em “-itch”!!
É como se todos os nomes em Portugal acabassem em “-ão” (João, Antonião, Ricardão, Manuelão, Joaquinzão, Pedrão, etcão. …) Agora percebo porque não existe nenhum poeta montenegrino conhecido: tudo rima quando é escrito em montenegrino, o que torna completamente básica a escrita:

Bate leve, levementic,
Como quem chama por mic.
Será chuvic? Será gentic?
Gentic não é certamentic
E a chuvic não bate assic.

E as conversas? Já estou a imaginar um diálogo no seio de uma família montenegrina:

- Ó mãic! Como é que se chamic aquele senhoric que nós vimos na feiric?

- Vais ter de adivinharic, filhic. Só te digo que o nome acaba em -ic.

Os montenegrinos são uns gajos mesmo esgasiados pá!
Arranhí Ascostasefiqueicomgarronasunhas

domingo, setembro 09, 2007

O Fiscal da Praia (Episódio 3)

Não há duas sem três, e a magnífica série de verão algarvia chega hoje ao fim. Gravada na praia dos nus de Ferragudo em pouco mais que meia hora, esta série trouxe-nos a realidade virtual das muitas praias portuguesas que não são vigiadas, tal como esta praia dos nus, que merecem exercer a sua estadia balnear com alguma segurança e privacidade, pelo que são exigidos, não pelo vigilante de serviço, mas pelo Fiscal da Praia, as licenças e os tapumes legais para o acto, bem como a proibição de quaisquer distúrbios que impliquem o levantamento voluntário de areia para os olhos dos banhistas ou a gozação dos civis para com aqueles que estão com os marmelos ao léu. Aqui vos deixamos o último episódio d’O Fiscal da Praia.

sexta-feira, setembro 07, 2007

Desafio dum Cabresto!

Tssshh, este desafio ca Aorta nos deu, não é que seja muito difícil, o desafio é tentar abranger traços dos 4. e uma vez que hoje andámos todos desencontrados (uns de férias no Alentejo, outros a trabalhar, outros de férias), vou tentar responder a isto baseado, não em alguém em particular, mas com base na filosofia do grupo, uma filosofia bem esgasiada, por sinal.

1º - Dia mais triste da nossa vida: O dia em que soubemos que, para além de termos de aturar o mariconço do Tony Carreira, iríamos também ter aturar o não menos panilas do filho, cuja “música” nos tem vido a perseguir onde quer que estejamos.

2º - Dia mais feliz da nossa vida: Sempre que o grande Benfica dá na pá do sportem, sempre que o nosso Portimonense não perde um jogo e sempre que estamos a gravar squétes. Sim, temos a sorte de ter uma porrada de dias mais felizes da nossa vida, não sejam invejosos!

3º -
Manias: temos a mania de quando falamos entre nós proferir de 3 em 3 segundos a palavra “put”, que ficou imortalizada devido ao nosso grande sucesso squético “Encontro de Basofes”.

4º -
Filme preferido: derivado de ter sido um dos filmes que fomos ver em comunhão, e derivado da sua grande qualidade e derivado também do nosso fanatismos por essa grande série, The Simpsons Movie.


5º - Poeta preferido: O nosso grande algarvio António Aleixo, porque...
És parvo, mas és distinto,
Só vês bem o que tens perto;
Não compreendes que te minto
Quando te trato por esperto?

6º - Comida preferida: Entre tantas outras, o conhecidíssimo Gapácio, ou então todas as comidas que levem chouriça, nomeadamente Arroz doce com Chouriça ou gelado de chouriça.

7º - Somos… saudavelmente malucos, estupidamente inteligentes, enganosamente bonitos e orgulhosamente algarvios.

8º - Viagem de sonho: já a fizemos, uma vez, mas esperamos fazer outra vez: Sevilha! Porque na viagem de autocarro fomos alvejados com um martelo no vidro da frente, porque da cidade apenas conhecemos o Hospital Universitário da Virgem de Macarena e os bancos onde os sem-abrigo passam a noite e porque sonhamos em um dia experimentar o tradicional Botellón.

9º - Gostamos de… Conviver, rir dos outros, falar de gajas e de estar férias.


Agora passamos a batata quente a:

terça-feira, setembro 04, 2007

O Fiscal da Praia (Episódio 2)

Já ouviram falar de Baywatch? E do Fiscal da Praia já? Então se sim aqui fica o 2º episódio desta magnífica série onde entra tudo menos homens musculados, mulheres boas, salvamentos arriscados e tubarões! Agarrem-se a um gaspacho, a um pão serrano do Alentejo e a uma água fresquinha da Serra de Monchique, e não percam a saga que continua por aqui fora!

domingo, setembro 02, 2007

Mas Atã ca Rái!?!?

Mas o que é que se passa com os gajos que fazem as capas destes livros? Será que os editores destes livros, cujo tema é normalmente de mulheres que são mal tratadas em países islamitas, ainda não repararam que mulheres com uma burca e com os olhos bem arranjadinhos só é original uma vez? E o pior é que eu, apesar de só ter posto 5 livros nesta imagem, sei que existem muitos mais por aí, iguais ou semelhantes a estes. Nada contra o conteúdo dos livros, é apenas o plágio descarado das capas que me faz uma ligeira espéce. Vamos lá começar a pôr o tico e o teco a trabalhar, senhores fazedores de capas de livros deste género!
Arranhí Ascostasefiqueicomgarronasunhas

P.S.: E os merecidos Parabéns à amiga de equipa Arranhí Pacanherra, nossa colaboradora quer de cenários, quer de alojamento, quer de refeições, quer a segurar a nossa câmara, prima de dois de nós e amiga dos restantes, a sempre presente P.N.. Que contes muitos e com saúdinha!

quinta-feira, agosto 30, 2007

O Fiscal da Praia

Inspirado na série clássica Baywatch, surge agora uma melhor ainda, em formato de squéte amador, com actores mais profissionais: O Fiscal da Praia. Gravado na magnífica e paradisíaca Praia dos Nus, em Ferragudo, esta série promete prender-vos ao ecrã do computador pela sua espectacularidade de cenários e efeitos especiais, bem como da qualidade do guião, trabalhado todo ele à base do improviso, uma técnica que exige sabedoria por parte do actor, pela sua patente dificuldade.
Tragam as pipocas ou os cereais para comerem às secas, sentem-se confortavelmente e carreguem no play: O Fiscal da Praia vai começar.


domingo, agosto 26, 2007

FATACIL 2007: Novas Aventuras

Por sermos tão levados d’abreca e por não pagarmos bilhete neste grande evento (temos belas cunhas) que é a FATACIL, voltámos á carga, desta vez com menos um elemento (o trabalho não perdoa). Porém, à falta de um marmanjo arranja-se outro e foi o que fizemos. O já conhecido gajo que aparece no videoclip do Fadinho Sevilhano, do lado direito, veio connosco para ajudar á rambóia. Desta vez o caso era mais sério e íamos para lá com uma missão de caridade aos ombros, angariar algum dinheiro para o agrupamento de escuteiro cá da zona (o 1256 do Parchal), e que melhor maneira para tal do que levarmos as nossas guitarras e estendermos um chapéu de palha oferecido pelo stand da Casa das Peles? E foi o que aconteceu. Óbvio que não esperávamos receber mais do que algumas pretas que estivessem a mais nas carteiras dos muitos bimbos que por lá passeavam. E a jornada até nem começou mal: uma familiar de uma amiga da casa deixou perdido no nosso chapéu 1,10€ enquanto tocávamos a música do Variações “Muda de Vida”. Fomos para a barraca dos escuteiros, para ver se a malta, ao reparar que estávamos lá para ajudar, se dignava a contribuir para uma causa nobre, mas nem isso nos ajudou muito. Nessa barraca haviam uns lencinhos em miniatura à venda por 1€ com as respectivas cores que os escuteiros envergam ao pescoço. Aquilo estava a vender tanto quanto nós e foi entretanto que lançámos uma estratégia imparável de marketing: ao som das nossas melódicas canções de igreja, e aliado ao nosso sotaque parchalense inconfundível, publicitar a venda dos tais lencinhos. A letra era a seguinte:

Comprem um lencinho,
Sé diébe máçuado,
Q’aquile tá ali fêto
E ainda vai dar sobrado.


Ah bom, só custa um éró,
Tás armado em garganêro!?
Quês comprar pã-com-chôriço,
Mas os “cutas” tã primêro!


Bem, não sabemos se a letra é das melhores, mas o que é certo é que resultou. Os lenços foram vendendo a bom ritmo e as moedinhas iam caindo também para o nosso chapéu, ao ponto de lá ter caído uma notinha de 5€, ao que se presume por engano, mas que nós tirámos logo e, como bons rapazes que somos, doámos ao corpo escuteiro. Com o amealhar das moedas pretas, fomos os 3 tocadores comprar ao fim da noite 3 Jelly Sticks, uns gelados todos molengos que parecem umas línguas do Homem-Aranha.
AP