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quarta-feira, janeiro 28, 2009

Oh porra, afinal é fácil!

Aparentemente, temos andado ausentes das nossas funções de pacarrenheiros. Desde o Natal para cá temos todos vivido da boa vida (basicamente o normal, só que sem o trabalho de vir aqui dar notícias). E o que nos fez renascer qual fénix das cinzas? Simplesmente o facto de termos ficado um mês e tal sem postar, porque, caso contrário, não se trataria dum renascimento.

Meus amigos, acabaram-se as desculpas, ir do Parchal a Moscovo não custa nada.
Quem quer que tivesse para aí cheio da tesão do mijo de ir à maior cidade da Europa, meta os cavalinhos à chuva, que já faltou mais.

Como se pode vislumbrar no mapa, um gajo sai do Parchal, sobe Espanha sem ir a cidade importante nenhuma, vá França por ali adentro, parando em Paris para comer uma omelette numa baguette e brincar aos mariconsos, de seguida, atravessa-se a fronteira com a Alemanha, onde se pode aproveitar para comprar um carro de alta cilindrada alemão e isento de impostos (para não se ter que ir com a fusca que treme quando passa dos 120 por hora que uma pessoa anda em Portugal. A culpa é do governo, que nunca ajuda ninguém. Mas a gente lixa-os, ali a trabalhar sem descontar e inscrito no fundo de desemprego à mesma.), para se poder aproveitar as virtudes da Autobahn e assapar a 900 à hora, até ficar a bater com os sobrolhos no tejadilho.

A próxima nação a visitar é a Polónia, onde em Varsóvia se vira à esquerda como quem vai Byalistok, e sem dar por ela estamos na Bielorússia, onde se pode sempre apreciar o mato cerrado e os cogumelos. Finalmente, seguindo pela E30, que apanhámos ainda quase na Polónia, chega-se à sempre acolhedora Federação Russa, e depois de outro dia a conduzir, ai está ela, Moscovo.
As possibilidades são ilimitadas: podemos praticar terrorismo biológico dando uma bufa no Kremlin, ir rezar o terço à Catedral de São Basílio, ir para a porta do teatro Bolshoi gabar as capacidades poéticas do Gil Vicente, ou visitar uma atracção única no mundo e perder 3 ou 4 dias à deriva pelos 300 km do metro de Moscovo, até sermos exportados pelos serviços de estrangeiros e fronteiras.
Resumindo, horas e horas de pura diversão extremamente funny, e tudo isto não demora mais do que:

Exactamente, 4725km de cu sentado no Renault, 62h e mais um quarto a ouvir a Bola Branca, ou o Oceano Pacífico, ou a compilação 40 Anos de Amor Eterno do Marco Paulo, ou ainda a cassete do Quim Barreiros comprada na estação de serviço de sei lá, Boleslawiec, na Polónia. E pelo económico preço de 80 contos em gasolina. É de aproveitar, agora que o petróleo tá a descer.

Toda a minha vida ouvi gente a dizer, "fogo, eh diébe, precisava mesmo de ir ao Moscovo ver um médico especialista da vesícula", ou "Eh pá, amanhã é feriado da Igreja, devíamos ir à rua das lojas de Moscovo, que lá é dia de trabalho. Para Ayamonte não vamos, que depois tão lá os portugueses todos", mas no fim, com a desculpa que não sabiam ir lá dar, ficavam antes a ouvir o relato dos Distritais.

Pois acabaram-se os miúfos, que eu vou colocar aqui o caminho todo certinho até Beja, que é o que mete mais confusão.

É fácil, passe o Parchal, continue ao longo da N125, existe o Parchal, por ali adiante, até à Rua do Cemitério, e daí até Moscovo é sempre em frente.
Arranhí Océrebroquandotavátirarummacaco

1 comentário:

Kok disse...

Quando comecei a ler este post pensei: olha!, ficarém por lá...!
Mas ainda bem que vieram para ficarmos a saber que, entre outros eventos intelectuais, uma bufa no Kremlin é sempre possível!
Até mai lógue e Saudiiiinha!